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A experiência e alegria de quem já venceu o câncer

Paciente conta como enfrentou e conseguiu alcançar a cura da doença

Por: Paloma Mocelin
Fotos: Paloma Mocelin/Divulgação
Marlei (3)

“Deus me escolheu para me fazer mais forte e persistente”. Com essas palavras, Marlei Picolli Sobzack definiu o enfrentamento que teve, ao ser diagnosticada com um câncer colorretal. No ano de 2003, ou seja, há 14 anos ela foi diagnosticada com um carcinoma e desde então como ela mesma definiu: “começou a guerra”.

Nos primeiros dias, Marlei descobriu que o câncer já estava em um grau 4, considerado alto pelos médicos, mas mesmo assim aceitou as orientações e os tratamentos e procedimentos que estavam por vir. “No começo a única chance era através da cirurgia, mas acho que pedi tanto, rezei tanto e tive tanto apoio dos meus filhos, nora e netos que Deus iluminou os médicos e eles resolveram dar inicio ao tratamento apenas com quimioterapias e radioterapias, sem intervenção cirúrgica. Pasmem, mas deu certo e eu não precisei retirar o tumor”, conta.

Hoje, curada, Marla, como é conhecida por muitos, conta que viveu a doença como algo que veio para lhe trazer mais força e vontade de viver. “Obviamente que fiquei chocada e que passei por todas as situações horríveis que a doença traz, mas muito mais do que isso eu aprendi muito, cresci em espirito e me tornei uma pessoa muito melhor”, disse.

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Há um ano, Marlei deu mais um passo importante junto a sua história vencedora, ela foi convidada a participar do grupo Amigos da Alegria, grupo de pessoas voluntárias que visitam hospitais e clínicas de Erechim vestidos de palhaços, com objetivo de levar amor e conforto aos pacientes com câncer. “Um grande presente entrar para este grupo, onde pude expandir e levar toda a minha vivencia e força aos que precisavam. Compartilho até hoje nas visitas de muitas experiências e momentos que também passei durante minha doença e isso é demais. Eu consigo confortar pessoas, é maravilhoso”, disse.

Além é claro do grande sorriso que Marlei carrega, que contagia e elimina qualquer energia ruim. “As pessoas brincam comigo e muitas até me questionam, como é que faz para ser tão forte, feliz e pra cima. Nessas horas eu respondo a frase que chamo de minha e que digo para os meus filhos e amigos “Tudo posso naquele que me fortalece”, por isso posso sorrir e posso amar a nova vida que Deus me deu a oportunidade de viver”. Mas salienta “Obviamente que tenho meus momentos de quietude, de medo, de angustias, mas ai rezo e tudo isso fica para trás”, diz.

Ao ser questionada sobre o que a doença pode ter lhe trazido de ensinamentos, Marla não hesita em dizer que aprendeu a cuidar de si mesma, mais do que qualquer coisa. “Me cuido, me protejo e me valorizo muito mais do que antes. Aliás, minha vida é feita de prioridades e a primeira delas sou eu. Aprendi que preciso me sentir bem para viver bem”, salienta.

Uma vez por semana ela se veste de palhaça e sai por ai espalhar abraços, energia boa e sorrisos a todos aqueles que estão passando por tudo que ela mesma já passou. Marlei conta ainda que em muitos casos relembra as camas do hospital, os quartos, as janelas, mas que tudo serve de fortalecimento de uma doença que veio para ensinar, através da dor e da tristeza, mas que veio para trazer também vida, força e fé. E segundo Marlei se tem uma coisa que ela nunca perdeu nessa vida foi a fé. “Não estou todos os dias na igreja, não vou sempre a missa, mas fortaleço minha fé todos os dias e cada vez mais tenho certeza de que Deus não me escolheu por acaso”.