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José Adelar Ody

Já dá para julgar o governo Schmidt!?

 Enquanto continuam os questionamentos pela cidade sobre a administração municipal (caminho, obras e celeridade), o prefeito Luiz Francisco Schmidt informa que o município está economizando R$ 200 mil/mês com aluguéis e, com a nomeação de Cargos de Confiança (CCs) faz uma economia de R$ 700 mil/mês.

erechim prefeitura

De outra sorte, não obstante ao que se tem notícia, CCs por CCs não andariam muito longe quanto à sua quantidade comparando hoje e ontem. Além disso, há os R$ 130 mil/mês economizados com o novo contrato de recolhimento do lixo, de acordo com a mesma fonte.

Será que Campo Pequeno está pegando o vírus nacional onde mil e milhões (no cenário nacional fala-se quase só em bilhões) parecem não fazer diferença aos nossos ouvidos?

Pense bem: o município de Erechim, com todos os seus problemas estaria economizando R$ 700 mil/mês só com o pagamento de servidores em Cargos de Confiança?

Mas como?

R$ 700mil por mês?

Comparado a quando?

Aos tempos de Amintas Maciel?

 Esta é uma questão que precisa ser melhor, mas muito melhor esclarecida.

O prefeito Schmidt não estaria cometendo exagero?

Teria eu entendido mal – muito mal?

LEIA AQUI A COLUNA ANTERIOR 

Se isso tudo for de fato como o prefeito diz ser, não se justificam questionamentos sobre os primeiros sete/oito meses de governo. Não há necessidade. A menos que sejamos mais cegos do que de fato temos sido.

Dom João VI já nos avalizou tal carência visual em 1808 quando aqui aportou fugido de Napoleão.

Veja só esse escândalo nacional: o Congresso podendo aprovar R$ 3,6 bi de recursos públicos, ou seja, dinheiro de todos nós, para fazer campanha política – para essa política que aí está – em 2018. E nós quietinhos e coniventes com tudo o que se ensaia!

Uma reclamaçãozinha no face.

Uma recordaçãozinha do velho De Gaulle

no seu adeus a Brésil já na porta do avião.

Outra postagenzinha no Whatsapp,

Umas piadinhas com animação no grupo.

E eis o tamanho da nossa inconformidade.

Republiqueta de Bananas!

Mas voltando ao “centro do mundo”, Campo Pequeno

– no entender de alguns luminares;

o que devia estar na boca do povo é outra coisa, e…

não se o governo de 48 meses que ainda não fechou oito

– fez, não fez, ainda não fez mas diz que fará!

Voltando ao princípio: mas tudo isso – isso tudo, estava mesmo acontecendo em nossa cidade?

Falo das economias que ora se anunciam, logo, despesas que antes,

então, corriam lépidas porquanto dinheiro de sobra havia!

Não, não pode ser verdade.

A Câmara de Vereadores com edis de vigília em nome da cidade, da sua cidade, da nossa cidade

e não de seu governo ou do nosso governo, ou do governo de qualquer um

– ou até em nome de estreitos interesses;

este/àquele Legislativo teria vociferado,

teria reagido,

teria rugido em plenário pela boca

de Antonio Pereira de Souza, Afonso Tacques, Carlinda Poleto Farina, Gelsomino Appi,

Moacir AnzilieroLuiz Aldemar Onhate, Darcy Pagliosa,

Celso Alves Machado, Maria de Lourdes Michelon, Sérgio Maccagnini,

Oscar Abal, Maria Eliza Zordan Franceschi, Claudio Grasel…

Considerando os considerandos do que vêm sendo economizado nos dinheiros públicos,

pelo menos pela boca do núcleo duro do governo,

do que ainda não saiu do papel, das carências do município,

da variação do Índice de Participação do Município (Erechim)

com queda de 2,84% em três anos e queda de 4,84%

em oito anos,

dos entraves burocráticos naturais e até mesmo de um governo que ainda procura

se azeitar enquanto máquina pública é de fato,

prematuro, quase irresponsável,

elogiar ou criticar, e mais que isso

– já projetar 2020 o governo Schmidt.

O que de resto, em se tratando de um novo governo, é prematuro condenar

ou absolver qualquer governo.

Tudo o mais é administração à brasileira!

Agora, se as economias que estão sendo feitas

– segundo o prefeito LFS -,

implicam na redução de serviços,

aí também já são outros quinhentos!

 O governo garante que não.

Assegura que tudo segue seu fluxo normal,

apenas com muitos milhares de recursos a menos/mês.

Nesse caso, olha, Campo Pequeno surpreende;

porquanto tem bem mais capacidades de suportar tempestades financeiras

do que supõe nossa vã filosofia.

Pegando-se as duas realidades seria algo como se nos altos do Comandante Kraemer existissem ainda,

tangíveis, máquinas monstruosas voadoras da Cruzeiro do Sul, da Savag, da Transbrasil, da Varig, da NHT, da…

e nós, simplesmente não as vislumbramos,

não por acaso, mas por uma mera ilusão de ótica,

um cisco no olho – nada grave,

apenas – genuíno.

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