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Agronegócio

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Clima pode frustrar mais uma safra de inverno

Lavouras não devem atingir produtividade estimada devido a chuvas, ventos e granizo

Por: Da Redação
Fotos: Ivanor Oliviecki
trigo (21)

Depois de já terem plantado parte da área que será destinado ao milho na safra de verão, e às vésperas de começar o plantio de soja, os produtores de grãos vivem o momento de confirmação das culturas de inverno. E o clima não tem ajudado quem plantou trigo e cevada, que não devem alcançar a produtividade estimada inicialmente, devido às condições climáticas desfavoráveis, como excesso de chuvas, ventos e até queda de granizo.

Conforme a Emater, alguns produtores já estão acionando o Proagro (seguro agrícola). As lavouras de trigo estão em fase de enchimento de grãos e maduro por colher, sendo que a cultura apresenta manchas foliares, algumas lavouras com sintomas de Giberela e Bacteriose. As lavouras de cevada estão em fase de enchimento de grãos/maturação.

De acordo com o Escritório Regional da Emater de Erechim, os produtores devem iniciar nos próximos dias o plantio da safra de soja 2017/2018 na região. A soja deve ocupar uma área de 245 mil hectares, com aumento da área em torno de 4% em relação à safra passada quando foram semeados 235 mil hectares. Os produtores devem dar uma pausa no plantio das lavouras de milho para iniciar o plantio da soja, retomando a semeadura após a conclusão do plantio da oleaginosa. Até o momento, de acordo com levantamento da Emater/RS-Ascar, 80% da área prevista para a próxima safra de milho, tanto para grão como para produção de silagem, já esta plantada.

Citricultura com boa renda aos produtores

Conforme a Emater, dos 2.381 hectares cultivados com citricultura a estimativa é de que 2 mil hectares estejam colhidos.  A produtividade média de 21 t/ha resulta numa produção total de 42 mil toneladas. O produtor recebeu em média R$ 0,39/kg, resultando numa renda bruta de R$ 8.190,00/ha o que hoje corresponderia a 132 sacas de soja ou 327 sacas de milho por hectare.

Da produção total, 85% é comercializada para indústria e 15% para consumo in natura, mercado interno, merenda escolar e para outros estados como Santa Catarina e Paraná. A produção teve queda em torno de 35%, devido, principalmente, fatores nutricionais e climáticos como temperaturas muito altas para determinadas épocas, bem como logo em seguida geadas que afetaram o desenvolvimento dos pomares.

Segundo a Emater, a produção de laranja continua sendo uma alternativa para pequenas propriedades rurais, pois cada vez mais se consolida num mercado promissor. A previsão é de aumento de 10% da área a ser cultiva. Quanto à produção para 2018, a estimativa é de manter a da safra de 2017. A variedade Valência continua sendo o carro chefe da região do Alto Uruguai em termos de área e produção. Alguns produtores enfrentam alguns entraves na comercialização em função das exigências da Instrução Normativa 37, que por questões sanitárias limita a circulação de frutos entre os estados.

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