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José Adelar Ody

30: algo de Novo no front!?

Apareceu algo realmente novo na política brasileira. Ao menos é o que parece. É o partido Novo. O 30. Discorde – mas na teoria ele traz consigo muitas novidades. Repare: visão de longo prazo, meritocracia no funcionalismo público, contrário ao fundo partidário, ficha limpa, proibição de candidatar-se mais de uma vez à reeleição no Legislativo, previsão de metas aos eleitos, educação básica de qualidade…

Liderado na sua essência por grandes empresários do País que simplesmente saturaram e não suportam a política tradicional ou a velha política, o partido não recebe qualquer um. E nem é uma discriminação contra quem estiver nessa categoria.

Os idealizadores construíram um perfil que consagra a liberdade de investimentos, a privatização, o enxugamento do Estado. Até mesmo a disposição de candidatar-se exige antes passar por uma espécie de avaliação para saber até onde o candidato está preparado para representar o partido encampando as suas ideias programáticas.

Uma das metas do Partido Novo é eleger de 20 a 25 deputados federais em 2018. No Rio Grande do Sul o partido terá candidato a governador e seu nome é Mateus Bandeira.

Ele mesmo, Mateus Bandeira estará em Erechim no dia 23 deste mês, uma segunda-feira, em evento da Accie, o Prata da Casa. Bandeira foi um dos consultores do Instituto Falconi – já foi sugerido ao governo municipal para buscar uma assessoria, mas ao que se sabe até agora não prosperou junto ao governo de Campo Pequeno.

Sobre ser de direita ou de esquerda, o Novo, através de seu presidente João Amoedo, diz que tais conceitos andam deturpados. Agora pense: o PT é de esquerda – e anda com um vasto inquilinato em presídios nacionais graças a supostas apropriações indébitas; o PP é de direita – e também anda com uma razoável representação inquilina em presídios graças a supostas apropriações indébitas… Por isso, de acordo com o Novo – este foca é na ficha limpa, preparo para o exercício da governança, abomina o Estado paternalista e intervencionista.

Cansado com as indefinições do PSDB, Gustavo Franco, um dos idealizadores do Plano Real, filiou-se ao Novo. Ele preside a Fundação do Novo. Teria contado com o apoio de Arminio Fraga e Admar Bacha, também relacionados ao Plano Real. Outro filiado de renome nacional e internacional é o técnico multicampeão de vôlei, Bernardinho, afora como já se disse, um seleto elenco de nomes do mais alto calibre empresarial do Brasil.

Em Erechim o Novo também tem um nome na política e ele em política partidária, é realmente novo. Trata-se do empresário Deoclécio Corradi que pela primeira vez filia-se a um partido político. O empresário concluiu não bastar mais ficar na retaguarda reclamando de ações governamentais das quais discorda, formular conceitos, apontar erros, condenar malfeitos. Chega de ficar só no blá, blá, blá. A hora é de atuar. “Pelo menos estou fazendo a minha parte!”, diz esperançoso, e até otimista, com os princípios que deram origem ao Partido Novo. Aos especuladores já avisa que não se candidatará a nenhum cargo eletivo, mas tem desenvolvido uma atuação pública e notória sobre a implantação e busca de fortalecimento do Partido Novo em Erechim.

Se o Partido Novo conseguir manter-se de fato como um novo paradigma na política brasileira já será um feito. Pouco importa se é uma agremiação de banqueiros (chamada por alguns) e grandes empresários. O que interessa são exatamente seus princípios e desses é difícil discordar na sua maior parte.

Se pertencer a uma determinada classe social fosse determinante para o sucesso da agremiação política como agente transformador do País para melhor, é certo que com 13 anos de PT & PMDB no comando, o Brasil não teria beijado o fundo do poço. Não teria 13 milhões de desempregados. Não estaria sendo visto no planeta, da lua ou do sol como um modelo sólido, fértil e quase insuperável de corrupção. E mesmo assim, ainda é um País com futuro porque quando se é carente de alguma coisa é prenúncio de serviço. Satisfazer a carência.

Quando se é carente de quase tudo, é certeza de muito a fazer. E é disso que todos os homens de bem, entrincheirados no Executivo, Legislativo, Judiciário, no MP, na PF, no Exército, nas Igrejas, nos Tribunais de todas as instâncias, nas escolas, nos Partidos Políticos, na imprensa, na sociedade como um todo, devia começar a se empenhar e construir.

Se o Partido Novo é mesmo algo novo para o Brasil, não só na largada, mas no antes, durante e depois, veremos. Tomara. Tomara que sim e que inspire outros a se renovarem sob os mandamentos da moralidade pública e privada. E que a quem cabe fiscalizar e punir que não se acanhe em exercitar seu ofício. Exerça-o na plenitude. E para isso, só para isso que ele foi criado e existe. Também isso está sendo algo novo no nosso País, especialmente contemplando-se a política em palco. A lei. A lei para todos. 

 

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