a rádio web da cidade

AO VIVO
Baixe já seu app
PUBLICIDADE

José Adelar Ody

Compare!

Schmidt Coletiva 2017 (8)

* Saiu aqui em 3 de janeiro. Leia, reflita e compare. Faz um ano. Reflita, reflita e reflita.

 

A julgar pelo discurso de posse do prefeito Luiz Francisco Schmidt (LFS), as mudanças de estilo de governo não variam muito com relação a quem sai e nem com outros ex-prefeitos. Com a devida permissão, LFS vai ouvir a população sobre o turno único, vai manter espaços dos partidos que apoiaram a sua candidatura, vai priorizar a saúde – como sempre disse -, vai controlar o governo com rédeas curtas e, como de hábito, vai, o que considero um flagelo dos governantes de Campo Pequeno, manter as portas (cofre) abertas às entidades, associações, clubes, instituições (agora seguindo lei), etc… No discurso até ponderou sobre compreensão, mas na prática, a cidade já engoliu faz tempo o anzol da ideia pronta, desde que o município banque.

De resto foi uma posse insossa. A começar pelo protocolo que devia ter interferido no volume do som, inaudível a poucos metros, o que ensejou uma desatenção impressionante no largo da prefeitura. Outra novidade foi o discurso enxutérrimo do prefeito Paulo Polis. Cinco minutos, se tanto. Uma insinuação de “fora PT, fora PT…” logo abafada a pedido de secretários do governo entrante. No mais – a ausência de Antonio Dexheimer, a figura cansada de Eloi Zanella para solenidades desta natureza, em contraponto a uma expressão radiante de felicidade de sua esposa, Linir Zanella (secretária de Cidadania), e alguns coxixos de decepção por conta de um que outro apoiador da candidatura do prefeito eleito, mas que não foi chamado – pelo menos por enquanto.

Como já se previa, a eleição de Alessandro Dal Zotto (PSB) para a presidência do Legislativo, impondo a primeira derrota à situação. E fim. Sai PT. Sai Polis. Sai Ana e, entra, fundamentalmente, Luiz Francisco Schmidt – com Zanella aparentemente um pouco distante, deixando o momento e o governo para quem de fato é; e com Dexheimer, aparentemente, pagando para ver. LFS, prefeito e Marcos Lando, vice, de outra sorte estavam radiantes – assim como a totalidade de seu secretariado.

Para quem como eu escreveu domingo no Atmosfera Online, na esperança de que chegou a hora de Erechim encontrar-se com um poder público voltado maciça e prioritariamente só ao que lhe diz respeito – e permitindo que a sociedade como um todo abandone sua intrigante e nociva zona de conforto; a posse e suas variações naturais deixou claro que por enquanto, não há nada de novo no front. Não com relação a quem sai. Mas em relação às exigências pelas quais a cidade clama, porquanto o período de imobilização e isolamento preocupantes.

 

Publicidade
Publicidade