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José Adelar Ody

De getulio.vargas@ceu para lfs.prefeito@terra

“Saudações meu caro prefeito.

Não tive o prazer de conhecê-lo,

mas sei que tens uma veia municipalista

assim como eu tinha a minha nacionalista,

e isto é positivo porque deixa claro

seu compromisso, sua missão,

seu comprometimento com sua terra.

Ademais o Brizola/governador

e o Brizola/Pagliarini me contaram

que nascestes no mesmo dia em que decidi

(não espalha – mas decidiram por mim…

‘Mais uma vez as forças e os interesses

contra o povo coordenaram-se

e se desencadeiam sobre mim. Não me

acusam, insultam; não me combatem,

caluniam; e não me dão o direito

de defesa. Precisam sufocar a minha voz

e impedir a minha ação, para que eu

não continue a defender, como sempre

defendi, o povo e principalmente

os humildes…’ forças ocultas que levariam

o Jânio depois, você sabe – mas este não teve

a coragem de…), pois me disseram

que nascestes quando serenamente,

dei o primeiro passo no caminho

da eternidade saindo da vida para entrar

na história.

Mas – meu caro prefeito: sem a tortura

a que foi submetida “Sofia” tendo que

escolher um entre seus dois filhos

para ser morto, sob assertiva de ambos

serem assassinados por um louco nazista

no drama de Alan J. Pakula; o senhor meu

caro Luiz Francisco Schmidt (LFS),

é assim! – o Brizola/Pagliarini me acena

que sim; vossa excelência também

encontrou-se com a hora que a maioria

dos políticos não deseja – mas aos eleitos

é inevitável.

Fazer suas escolhas.

Preencher os cargos.

Montar o governo.

Prefeito.

O senhor, aparentemente,

foi ungido por nove partidos

ou siglas partidárias, mas, em verdade,

a vitória foi fruto do seu capital pessoal

eleitoral e do prestígio dos ex-prefeitos

Eloi Zanella e Antonio Dexheimer.

Não se deixe enganar.

Foi o senhor e estes senhores.

Mas agora o senhor chega

numa condição mui diferente daquela

que viveste nos últimos três meses de 1996

quando tiveste a mesma tarefa: montar o governo.

Lá o senhor estava verde.

Cru.

Ingênuo como o Ademar de Barros

quando fechamos seu apoio

à minha candidatura em 1950

e que estaríamos juntos em 55.

O Ademar estava felicíssimo porque

além disso eu aceitei o Café Filho

do PSP controlado pelo Ademar,

como meu vice.

Depois que todos assinaram,

eu disse que era um ato injusto

não dar a caneta ao Danton Coelho,

do meu partido, para que ele assinasse

em meu nome,

pelos seus esforços àquela coligação.

Soube que o Ademar ficou transtornando

e me chamou de fdp… segundo o “Profeta”,

apelido que foi para o Samuel Wainer,

meu jornalista de todas as horas,

e que me contou sobre a fúria do Ademar com o meu ato.

Afinal – no documento histórico que fechava

a coligação de 50

e remetia para união em 55

faltava uma assinatura – a minha.

Tem um jornalista aí a sua cidade,

meu caro Luiz Francisco, desculpe,

“um tal de” – José Adelar Ody,

que… por questões de espaço,

parece que escreve seu nome

como LFS. Excelência,

portanto, permita então também

tratá-lo assim.

Pois, o senhor está 20 anos mais

experiente olhando para 1996.

Viu e pode ainda podes sentir

o cheiro e o gosto do que protagonizaste.

Com certeza sabes o que deve evitar.

Correu solta Aqui Em Cima

a tese que durante a campanha foi

se firmando um conceito que teria o aval

dos “nove” partidos ou siglas,

que o importante não eram os cargos,

mas a vitória. A retomada do poder político

em Campo Pequeno.

E, neste sentido, é fundamental que todos

os desejos e egos, todas as vontades

e sedes por cargos,

cedam lugar à construção de um governo

que possa ter como prioridade,

a melhor administração possível ao município.

Este sentimento de “a união faz a força”,

ele… tende a cimentar e concretar

mais fácil quando a hora é de correr

para chegar em primeiro.

Conquistado o objetivo, é da natureza humana

e em especial da natureza

das coalizões políticas, começar a falar

em dividir a vitória, algo como ratear

em partes iguais ou parecidas,

um trunfo tangível conquistado

como se todos tivessem o mesmo peso

por mesmas ações.

Nove vez fora esta leitura tão usual

na política, quando não… até se busca mais

e novos parceiros, sempre

com a esfarrapada desculpa

da governabilidade;

pois nove vez fora essa malcheirosa

e absolutamente ineficaz,

mentirosa e inócua forma de montar

governos, pois, um fato superior

se levanta em Campo Pequeno: a cidade

vive tempos que requerem o exercício

que lhe revele em termos efetivamente práticos, soluções;

porque, afinal de contas “mudar faz bem!?’.

Meu caro prefeito LFS.

É claro que a minha manifestação de hoje

diz respeito aos anos 2016/2017,

considerando a conjuntura do Brasil,

e nada tem a ver com os tempos de 30 a 45

ou de 1950 a 54.

Mas a insistência de “penduricalhos”

e “cabides” em governo atravessaram

décadas – porém, eu lhe digo,

coloque um fim nisso.

Pelo menos no seu governo.

Teus conterrâneos Daqui De Cima,

o Mandelli, o dr. Gladstone, o Abal,

o Farina, o Zambonatto, o

 Gelsomino, o Helly,

o Cidade, lembra dele! (manda saudações…), para eles,

Erechim não tem mais tempo

com alguma qualidade de vida

para ficar assistindo ao grupo vencedor

da eleição com “pedidecos” de “somenos”,

falo de cargos; considerando

os interesses coletivos da comunidade.

Vou repetir: coletivos.

De todos.

Eu, quando me pediam,

nunca dizia não, prometia a todos até

que eles mesmos se encontrassem e descobrissem…

‘mas como? – ele prometeu para mim!’.

O dr. Ulyyses e o Médici

que Aqui Em Cima tem procurado aparar

as arestas,

observam que a realidade brasileira está aí

para todos verem como não é nada difícil

ter de recorrer a uma recuperação judicial,

aderir a um PDV (até a CUT lança o seu, imagina só!) ou fechar

mesmo as portas.

E escuta o que te digo: o setor privado

está quebrado e não estranhe

se a quebradeira alcançar o público.

Mas meu caro LFS

– considerando as administrações

de PT & PMDB de 2008 para cá,

a cidade mudou sua cara.

Teve avanços, surfou com tranquilidade

nas ondas dos dinheiros-sem-fim de Brasília

até que a fonte secou,

mas, que herança ficou?

Não é raro ouvir: os primeiros quatro anos

do prefeito Polis (Paulo) foram bons

mas e depois?

Quando as fontes externas

se exauriram (deixemos as causas

para outros entes da cadeia de poder…

eu disse – cadeia?);

que projeto PT & PMDB deixaram

à cidade!?

Que obras o prefeito Paulo Polis

deixa de seu segundo mandato!?

O entorno do Parque Longines.

Sem dúvidas, uma bonita obra, mas

e o que mais?

Ah – tem o esforço pela Medicina na URI.

Essa foi uma boa luta, como diria

o Galo Missioneiro.

O fato, meu caro prefeito LFS,

é que Campo Pequeno a menos de

dois anos do seu centenário, se tivesse voz,

não poderia responder qual é o seu norte.

E isto é mais do que ruim.

É sério. É preocupante. É grave.

E olha – conheci esta cidade.

Meu último comício em 1950 foi aí,

quatro anos antes de vires ao mundo

daí, ao mundo onde todos os equívocos

e erros nascem, crescem e se fazem.

Foi no finzinho

de setembro na tua Erechim.

O “Profeta” que me lembrou.

Depois fui para o Castelinho,

o chalé do Batista Luzardo,

em São Borja.

Saudades daquelas planícies,

dos cavalos, do gado…

Do charuto e do uísque com tempo!

Mas, prefeito, voltemos ao “norte”

de Campo Pequeno,

como outros conterrâneos seus,

o Geder (Carraro), que língua hein!;

e o dr. Altair Menegat chamam

de Campo Pequeno.

A indústria?

Ora – com os problemas gravíssimos

de duas das suas filhas mais diletas

(Comil e Intecnial), porquanto de berço

erechinense,

de boa idade, de oferta de centenas

de empregos e, ainda, por sua sólida

e generosa contribuição aos cofres

da comuna ao longo de décadas,

do jeito que estão, contando que o quadro

não piore, deixarão a prefeitura com R$ 8

a R$ 10 milhões a menos de receita em 2018.

Do setor primário?

Pois, o que foi feito da “Grande

Família” daquela cooperativa do salsichão

sem igual

– com seus dois importantes

abatedouros e indústrias de carnes

com sua cadeia?

O que é dos seus cerca de 13 mil

associados que plantam, colhem, criam,

e rendem mais de duas dezenas

de produtos agrícolas e de animais!?

Continuam – mas podem eles dormir

o sono dos justos e tranquilos com tudo que se ouve?

E se os catarinenses (o que os faz tão

diferentes de nós gaúchos

– ou nós tão estranhos a eles?),

pois, e se Chapecó não agarrasse

vocês aí, quando por cegueira, e talvez até omissão,

o complexo da “Grande Família”

começou a deslizar perigosamente

para o precipício da morte certa… olha…!

Menos mal… mas que neste segmento

Erechim conseguiu fazer-se menor do

que um dia já foi em termos

pastoris… conseguiu.

Ah se não fossem os catarinenses!

Fosse por vocês aí e as forças ocultas…

–” ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah”;

olha só as gargalhadas do Geder

e do Arlindo, aquele dos cereais;

pois, fosse pelo ‘descortino’ administrativo

de vocês, estariam carcomidos

até os trilhos que levam ao silo.

Eu era agnóstico – mas encontraram

na minha carteira no dia em que saí

da vida,

para entrar para a história,

– um santinho de Nossa Senhora

e de São Francisco de Assis.

Afinal eu era o pai dos pobres…

Por isso, sobre esta quadra

de Campo Pequeno não me ocorre

nada mais apropriado que

‘Meu São Francisco!’.

E o que mais pode abastecer

os cofres do município!?

O comércio “eterno gran

commercio” catalizador

das vontades consumistas de 30, 40

municípios do norte com suas gentes,

pois, que ele mantenha as esperanças

com seus recolhimentos de impostos.

Mas, falando claramente, sem rodeios;

não percebem que as moscas que

observam

a quietude, a penumbra das lojas

e magazines – que elas são as mesmas

que baterão suas minúsculas asas no

“Paço”

na hora de contar o retorno do ICMS

na prefeitura!?

Ah – mas ainda há a força e

as contribuições dos serviços.

Sim é verdade – mas afora

os socorros/financeiros proporcionados

pela saúde/medicina por principal

(isso entra como ISS?),

tudo o mais encolheu como quem é submetido

à tortura de um campo

de concentração.

Emagreceu. Secou.

Os restaurantes. Os bancos…

Outro dia soube que um amigo seu

foi fazer exame de sangue

e a enfermeira lascou: “Nossa, a crise tá

tão braba que as pessoas estão deixando

até de fazer exames (médicos)”.

Não é por nada que ir a uma farmácia

com uma receita, e a balconista

na sequência, lhe oferece uma mão

cheia de outros medicamentos

da rotina de nossa farmaciazinha de

casa…

O senhor deve considerar esta realidade.

Vossa excelência não tem o direito,

em nome de aplacar a obsessão de

partidos

ou siglas apoiadoras

por suposta dívida política,

de despender aí, recursos que

sequer existem.

Além do mais, é preciso deixar

bem claro, senhor prefeito,

senhor vice-prefeito,

senhores vereadores eleitos

e dirigentes máximos

dos nove partidos ou siglas;

não existe dinheiro público.

O poder público (nas três instâncias)

não tem dinheiro.

Eu não conheço bem ela

– mas a Margaret Thatcher que também

mora aqui perto,

já avisou que o que existe

em termos de dinheiro

é o que as pessoas têm na carteira.

A prefeitura não produz nada.

Ela é uma prestadora de serviços

para a comunidade que deseja receber

de volta, em serviços,

o que repassou à prefeitura através

de impostos e taxas… que recebem batismos diferentes

como IPTU, ISS, ITBI, taxa de coleta

de lixo, de bombeiros, de limpeza,

de licença, de iluminação…

fora a bolsa arrecadatória do Estado

e da União.

Eu sei que não é fácil para quem

se elegeu,

no caso, prefeito,

de fazer entender aos seus

que o mantra lá da campanha

“não falemos de cargos…

Falemos de unir forças

e ganhar a eleição”, encontrou

seus dias de virar ação,

prática e realidade,

não deixando quedar-se

aos interesses minguados

de “dá a minha parte…”.

A cidade, a sua Erechim aí, meu caro

LFS,

não tem mais paciência para observar

de boa paz, como se o município

agora passasse a pertencer a um

grupo,

por exemplo, ao que ganhou

a eleição.

O município não tem partes.

O município tem é demandas.

Tem carências.

Tem necessidades.

Tem urgências.

Se as fontes de Estado e União

secaram,

o município então considera fechar?

Não sabe que precisa manter-se

só com o que tem?

E de onde vem?

Quem autoriza licença para

sair saciando compromissos que

não foram assinados nem

autorizados

pela população?

Há-hã-hã-hã, olha só aí

outro conterrâneo seu,

o professor João da URI.

Como é mesmo aquela história

de “somos todos erechinenses..!”.

Então se são mesmo – que os

recursos

sejam aplicados da forma racional

e mais justa possível, contemplando

só aquilo que é imprescindível

à máquina pública – à máquina

pública;

e não a apaniguados

em excesso ou flagrante

e abusivamente desnecessários.

Senhor prefeito!

Pare um pouco e pense.

Troque uma ideia sábado

de manhã, às 10 horas em ponto na casa

do dr. Antonio (Dexheimer).

Pensa só: como deve estar a cabeça

do pai

que foi despachado da Intecnial

ou da Comil, com vistas ao natal,

por exemplo!?

Como deve queimar sua alma

e coração quando sai com a esposa

e filhos,

e este ou estes,

inocentes vítimas

da burla lulopetista

correm à vitrines brincando

e gritando…

e apontando com seu dedinho

ingênuo

‘eu quero um desses pai…!’.

Até eu me emociono e sinto

os olhos molhados.

Vou apagar meu charuto

e despejar meu uísque.

Desgraçados!

Olha meu caro LFS.

Este é momento que pode fazer do senhor

um homem, um prefeito

(já pela segunda vez…

quem tem este privilégio!)

para ficar na história, e que história,

porquanto vossa excelência

estará na cadeira

do Funcionário Público Nº 0001;

no transcurso do centenário da sua terra,

da terra do Mandelão,

do Abal,

do Helly,

do…

Não por acaso eu e o Brizola

fizemos comícios aí.

O Juscelino, o Brizola

e o Assis (Chateaubriand)

até estiveram aí no dia

21 de outubro de 56 (1956)

para a inauguração da segunda ala

do Seminário de Fátima.

Então, é uma cidade que merece

muita consideração das suas

autoridades.

Senhor LFS!

Chega de máquina inchada

quase a explodir.

Chega de coalizão de interesses.

A Colônia criada em 1908,

o município fundado em 1918,

e 32 homens

já sucederam desde intendentes

a prefeitos.

E a despeito de 36 colonos

ou mais de 103 mil pessoas,

e quem sabe uma outra metade

disto em almas nos Campos Santos,

ninguém, nunca, jamais

pode apresentar-se como

dono da comunidade de Campo

Pequeno.

Ela não tem dono. A ninguém pertence. É de todos e,

em sendo de todos,

de todos é.

Erechim não suporta mais

projetos de poder – senhor LFS.

Chega, por São Francisco, seu homônimo), chega!

A cidade precisa,

como quem precisa do ar,

da água e de comida

é de uma gestão comprometida

do primeiro ao último dia da legislatura

com o coletivo

– e o mínimo necessário para ligar

e fazer a máquina funcionar

e andar

com segurança, coragem

e inteligência.

Não acomode.

Não enrole.

Não prometa – afinal, não

prometeste nada.

Aprenda a dizer não.

Não, não e não.

Um não agora pode evitar

nós nas tripas,

noites sem sono mais adiante,

relutando ter de mandar embora

quem nem se pode, para consertar.

Vou lhe dar uma sugestão: por que

sua excelência não vai

falar com seu correligionário

do PSDB

lá de Pelotas,

o Eduardo Leite.

Ele tem só 31 anos e não quis

se reeleger.

Deixou a vice, Paula Mascarenhas,

entrar com 112,3 mil votos

a 37,9 mil.

Ou senão dá um pulinho

a Passo Fundo

e veja o que levou a cada quatro votos

digitados na urna

– que três fossem 40,

para o prefeito Luciano Azevedo,

do PSB,

que reelegeu-se com 76,22%

dos votos.

Pelo que sabemos Aqui,

o prefeito optou no governo

por técnicos, preferencialmente;

e implantou um programa

de metas

e avaliação trimestral

– modernizou a administração

e qualificou os gestores.

Polis fez? Fez.

Podia mais? Não porque

seu programa de governo

amarrou-se quase cem por cento à

dependência

externa. Quando isto acabou,

acabou o governo.

Dexheimer fez? Fez.

Zanella fez? Fez.

Zambonatto, Farina, Pinto,

Mandelli – fizeram? Sim,

fizeram.

Mas o tempo não faz parada

para selfs.

E nem se repete.

Muda senhor LFS.

Olhe menos para as siglas

que o apoiaram, e mais para

o coletivo,

para a comunidade.

Muda senhor prefeito.

Seu compromisso é com 103 mil

e não com o perfeitamente

desnecessário.

Sugestão do dr. Altair: “muda

Alemão!”.

Chega de coalizões de interesses

que a história logo logo

encobre com o próprio pó

do esquecimento.

Não nomeie os mais qualificados.

Nomeie só… qualificados.

Adapto uma frase minha

sobre ministério: ‘no secretariado

tem gente boa, talvez a maioria;

o problema é que a maioria

pode qualquer coisa’.

Outra coisa: circula Aqui Em Cima

que o senhor vai consultar a população

sobre o turno único.

Senhor prefeito!

A população escolheu vossa excelência

para comandar a prefeitura

para o senhor decidir.

E não para andares fazendo consultas.

Siga sua convicção.

Se concluires que deve continuar

– continue, mas não fuja

da sua responsabilidade.

Daqui a pouco vossa Excelência

terá de consultar a população

sobre se podes comprar

mais um livro à biblioteca ou não,

sobre

que tipo de papel nos banheiros…!

Muda senhor Schmidt.

Inaugura um novo tempo.

Uma nova era.

Um novo jeito de governar.

Os caciques estão contigo.

Não te curves,

em especial,

a interesses da mídia.

Muda Ximitão – como muitos

o chamam.

Afinal o senhor não disse que

“mudar faz bem!”?

A maioria, de raspão, optou por

mudar o comando.

Agora – muda a filosofia,

a ação e a prática.

Senta com o dr. Antonio,

com o Zanella.

Apaguem ressentimentos.

Derrubem os muros que

separam conterrâneos

das mesmas dificuldades.

Retire de seu horizonte

a próxima eleição.

Convença seus “gurus”

a promoverem um olhar sem

barreiras,

sem discriminações,

um olhar superior que só os

grandes podem ostentar e oferecer.

Esta cidade precisa se levantar

de novo,

e não será com medíocres

em cargos públicos que isto se dará.

O Zanella pode lhe aconselhar bem

sobre isto.

Mas – atenção: não adianta ouvir,

ouvir e

se aconselhar e não seguir.

Ouça. Avalia é claro, mas considere.

Penso que o recado está dado.

Não espere pelas listas

dos apoiadores apresentando

“estes são os nossos mais…”.

Nada disso. Escolha só os melhores.

E para empastelar mais a coisa,

que só os eleitos sabem o quanto complicada

é,

adapto outra frase que deixei: prefeito,

desconfie também de quem

nunca lhe pediu nada.

“Geralmente aqueles que se sentam

à mesa sem apetite, são os que mais comem!”.

Pregou que mudar faz bem,

então mude.

Muda.

Muda!

Desejando-lhe sorte na ação; e ação

na “sorte”,

lembrarei de vossa excelência sempre,

mas em especial, por razões obvias

a cada 24 de agosto.

Saudades eternas da querida Erechim,

onde fiz meu último comício antes das

eleições de 1950,

Cordialmente,

Getúlio Vargas”.

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