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José Adelar Ody

A F-1 já tem campeão e o Ypiranga cai mesmo?

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(Publicado dia 14 de março e adaptado aos dias de hoje.

Apenas para reflexão)

 

Já vão longe os dias quando os domingos

de manhã eram reservados para assistir

à F-1.

Nem falo de Ayrton Senna, considerado

por Niki Lauda o melhor piloto de todos

os tempos.

É da competição mesmo

– que simplesmente desapareceu.

Todos os anos são introduzidas mudanças

no regulamento para ver se a audiência alavanca, mas que nada.

Pegue-se Sebastian Vettel por exemplo.

Quando a Red Bull tinha o melhor carro

ele levantou quatro campeonatos seguidos.

De 2010 a 2013.

De 2014 até o último campeonato

só deu Mercedes.

Nesses mesmos últimos três anos

o gênio como era gritado na TV

por narrador – ficou em 5º lugar,

3º e 4º lugar.

Outro “gênio” das pistas Lewis Hamilton

ficou em 4º lugar em 2010, 2012 e 2013

e em 5º em 2011 – justamente

no reinado de Vettel.

De certa forma quase sempre

foi assim: uma, duas, quatro temporadas

de determinada escuderia até aparecer

uma melhor que então passava a dominar também por no mínimo duas temporadas.

Emoção mesmo é de 1979

para trás: naquele ano, Jody Scheckter

com uma Ferrari; em 1978, Mario Andretti

com Lótus; em 1977,

Niki Lauda com Ferrari;

em 1976, James Hunt com uma McLaren;

em 1975 de novo Lauda com Ferrari;

em 1974, Emerson Fittipaldi com McLaren;

em 1973, Jack Stewart com Tyrrel,

em 1972, Emerson com uma Lótus…

e assim vai.

Com o avanço e a supremacia decisiva

e decisória da tecnologia que praticamente

sela, em definitivo, o que vai acontecer

nas pistas, considerando que um pelotão

de elite de pilotos quem quase as mesmas capacidades

técnicas, cabe a pergunta: alguém sabe quem tem feito

a melhor volta em treinos?

Assim que sair – aí está o campeão da F-1

de 2017.

O desfile da crônica anunciada

inicia dia 26 deste mês na Austrália.

Vão desfilar até 26 de novembro

em Abu Dhabi. São 20 apresentações.

É campeonato do futebol espanhol: vai

ficar entre dois. E menos que um

campeonato da Alemanha onde o Bayer

já sabe que será o campeão

antes do primeiro apito.

São as certezas da tecnologia e do dinheiro.

É a morte da emoção e do desconhecido.

Nada como torcer pelo Ypiranga.

É sempre uma emoção só.

Isso – quando se planeja para ficar

entre os oito.

E quando se “desplaneja” também

perde a graça.

Larga na última fila e assim

vai o campeonato inteiro.

Será que o imponderável pode mudar

o que já está escrito?

Na F-1 e no Gauchão?

Que as forças divinas intervenham

e deem à Mercedes um adversário.

E ao Canário

– duas vitórias e um empate.

Como são chatos a tecnologia e

o “desplanejamento”!

Óbvios, se confirmam.

O Ypiranga foi rebaixado à

Divisão de Acesso.

E domingo passado a Mercedes,

com Hamilton,

sacramentou o que aqui se especulou

em março.

Voltando aos dias de hoje.

Todos os cintos se afrouxam.

Garantido no cargo até fim de 2018,

não há mais que “Temer”

para com a reforma da Previdência.

Se até então era imprescindível fazê-la

para o Brasil não quebrar

(como se já não estivesse)

agora o tema ganha outro tratamento e,

muito provavelmente,

descobrir-se-á que a reforma pode sim esperar.

Não há o que “Temer”.

Nem reforma.

Nem falência.

Eleição é o que interessa.

Em Campo Pequeno,

por enquanto – lenta, mas com a mais discreta

das seguranças,

Luiz Francisco Schmidt

pavimenta passo a passo,

o caminho mais seguro para Ana Lúcia Oliveira

governar a cidade a partir de 1º de janeiro de 2021.

E também isto – com o prefeito

acreditando piamente que não.

Como são chatas as obviedades!

Todas elas.

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