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José Adelar Ody

A fome do Ypiranga!

ypi marcio nunes (3)

– Aqui todos têm fome.

Foi isso que disse, não… disse é pouco.

Foi isso que o gerente de futebol,

Renan Mobarack enfatizou na apresentação

do técnico Márcio Nunes. “Fome” ganha

o sentido de ambição, de fazer o trabalho

dar certo, de vencer.

E depois esse termo foi ganhando mais

espaços nas perguntas e até nas respostas: “fome!”.

E junto com o termo fome, outro que se destacou

foi “aposta”.

Beleza.

E tem que ter ambição. E nem é pouca. É muita.

Por que a Divisão de Acesso costuma apresentar aos seus concorrentes uma competição pautada pela gana,

pela disposição, pela entrega, pela vontade de

querer vencer quase de qualquer jeito.

Pensando bem o “quase” até podia ser

suprimido. Ir direto para o vencer.

E nessa conceituação “de qualquer jeito” está,

principalmente ganhar.

Isso mesmo. Na Divisão de Acesso o negócio é vencer, se não,

o trabalho – trabalho? – quem dá bola para “trabalhos!”,

não deu resultado e ponto.

Agora – tem uma coisa: futebol ainda se faz com jogadores.

E quando se tem jogadores “ganhar de qualquer jeito”

quase sempre se torna mais viável.

Certa feita li que teriam perguntado

ao grande jogador e grande comentarista

Tostão o que era preciso para formar

um grande time. E o mestre que esteve

no onze que mostrou o melhor futebol

em 47 anos de Colosso da Lagoa, teria respondido

com simplicidade: jogadores!

Pois é. Não se faz um time sem jogadores.

E um técnico, experiente, rodado ou

iniciante, como é o caso de Márcio Nunes depende disso: jogadores.

Até onde os cofres do Ypiranga têm

condições de satisfazer a fome

do gerente Mobarack, do técnico Márcio,

dos auxiliares Jean Paulo e Brida,

dos diretores de futebol Argenta,

Detoni, Carminati e Adelcio Mores

e da torcida é que são elas.

Porém, a questão da ambição, passando

por união, organização e determinação,

tem suas justificativas. Ela é imprescindível.

Porque nem sempre se faz um time, de fato, apenas

com bons jogadores. Vejam o time deste ano!

O técnico e muitos atletas não chegaram como aposta,

mas como convicção e quase certeza (quase,

porque em futebol nunca

se pode ter certeza da nada!) e o que

faltou?

Olhando de fora – faltou mais comprometimento,

ambição.

Faltou fome.

E quando isso falta até a qualidade se esvai

pelo ralo dos rebaixamentos.

Em síntese: a fome é da natureza.

E uma coisa natural da vida.

Sem fome (ambição, compromisso) não se vai

a lugar algum. E quando há qualidade

– é mais provável satisfazer o apetite.

Fome – o Canarinho tem.

Resta saber se o Ypiranga tem dinheiro para

ir ao mercado – não precisa nem ser ao super –

e comprar de modos a suprir a demanda não apenas

com “feijão & arroz”,

mas com algo de mais qualidade.

Se esta condição for atendida é bem provável que

aquele que hoje chega como uma “aposta”

no entender de

alguns (no futebol tudo é aposta – reitero),

vire uma certeza.

Mas a lei da certeza no mundo da bola,

a única que o futebol respeita,

é a Lei Resultado.

E mais uma vez caímos no óbvio:  é

menos difícil conquistá-los, se o grupo contar

com bons jogadores.

Carlão, a segurança da meta ypiranguista desde 2008,

está saindo. E por quê? Por que não se encaixa no perfil

de quem está chegando? Por que não tem ambição?

Não. Nada disso.

O bom e confiável goleiro está deixando o Colosso da Lagoa,

agradecido como manda gente da sua formação,

porque alça um voo mais alto financeiramente.

E, fundamentalmente, por que o Ypiranga FC

não tem dinheiro para deixar no grupo de convicçãoes

e opções,

um atleta deste nível técnico e, especialmente,

salarial do qual Carlão é legitimamente merecedor.

Moral da história: nem sempre a maior das fomes pode ser

atendida com o que existe de melhor na culinária.

A razão é singela: nem todos os  bolsos podem pedir

o melhor prato.

E este é o imenso desafio do Ypiranga FC/2018 – 2019.

 

 

 

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