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José Adelar Ody

No Inter não. Apenas no Flamengo!

ody
 
Paulo César Carpegiani, o maior jogador da história do Internacional, não serve para o Inter.
E isto, considerando que o Inter andou experimentando técnicos de série “B”.
Fartou-se de treinadores de “B”.
Tanto que nem o título da “B” – o mais fácil de todos – conseguiu.
Foi vice. Ou seja – nada.
E neste alvorecer de retorno à série “A”, quando tudo indicava que era e é hora de voltar a conviver com personalidades identificadas com a maior competição do país, o Inter mais uma vez não encontra espaço para, sequer, cogitar colocar no Beira Rio seu maior jogador e, por que não, técnico consagrado no Brasil e na seleção do Paraguai, por exemplo.
Como colorado, lamento.
É uma punição que o torcedor não merece.
Aliás, o Inter, por diferentes direções, tenta fazer o mundo colorado esquecer Carpegiani, como se isto fosse possível.
Não. Não é.
Como erechinense fico feliz ver o “Paulinho”, reconhecido no Flamengo, apenas o maior clube do Brasil.
Lá ele é respeitado como ídolo que foi, é e sempre será.
A imprensa o reverencia.
O Flamengo percebeu o mais recente trabalho de Carpegiani  no Bahia.
Mudou seu caminho de um provável rebaixamento para colocar o clube à beira da Libertadores.
O Flamengo percebeu que ali estava, e está, o homem certo à cadeira de diretor técnico de um clube que se dispõe a olhar para o horizonte do futebol de uma maneira mais elevada.
Apresenta-se como um clube que tem projeto.
Se o Flamengo conseguir ter paciência, será dentro de alguns anos, não muitos, um clube com times para nunca mais sair dentre os grandes do mundo. E sempre candidato a títulos nas competições nacionais.
E isso tendo à frente Carpegiani.
Como ele deve estar lamentando, por que no Inter não. Apenas no Flamengo!
Certa feita, entrevistei Carpegiani no Bosque do Galo.
Estava com seu irmão Borjão e, ainda, com o pai o “velho Borges”. Mostrou-se muito simples, atencioso, educado e afável.
Boa sorte ao erechinense Paulo César Carpegiani.
Competência ele tem de sobra.
Pelo menos para quem não tem apenas olhos para enxergar, mas sensibilidade para ver.  
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