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José Adelar Ody

Eles estão voltando

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Eles estão aparecendo.

Aonde andavam?

Tem rostos conhecidos,

mas retornam aparentemente

mais desgastados, contemplados

pelas cobranças do tempo.

São homens públicos.

São mulheres públicas.

São representantes do povo,

de nós que os elegemos há quatro anos.

Aonde andavam enfim,

que alguns até já trazem traços de rugas

que há quatro anos não tinham!

Eles estão voltando.

Eles estão reaparecendo.

Eles até vêm cheios, assim como

há quatro anos,

das melhores intenções,

das mais belas vontades de atender

as nossas demandas, não pessoais

por que temos vergonha

– mas, as demandas da região.

O que fizeram pela região

nesses quatro anos?

O que fizeram nesses 48 meses?

Nesses 1440 dias?

Conseguiram duplicar a ERS 135?

Conseguiram duplicar um mísero

quilômetro de ERS 135?

Conseguiram acrescentar

uma nesga de segurança para quem

tem que ir correndo ao aeroporto,

a um hospital, a um negócio,

até Passo Fundo?

Quem dos que agora retorna

a Campo Pequeno e visita

prefeitos, presidentes de partidos,

correligionários – quem conseguiu

asfaltar um dos 11 acessos a municípios

do Alto Uruguai que em pleno século 21

não sabem o que é asfalto!?

Mas não foi isso que prometeram

em sua boa maioria há 1440 dias?

Esqueceram.

Pois é fato que sim.

Quem desses senhores que desconhecem

o conceito “parcelamento”

pode provar que conseguiu um metro de asfalto a municípios que andam nus

desta vestimenta no Alto Uruguai!?

Quem recuperou Erechim – Gaurama – Viadutos – Marcelino Ramos,

um atraente ponto turístico…

Ah – é pela conclusão histórico/vexatória

dos únicos 60 ou 70 km da BR 153

sem asfalto no Brasil continental!

Ah – bom, então desculpem,

e avisem,

porque por estas bandas esquecidas

e só revisitadas há cada quatro anos,

como se fossemos um Brasil revisitado

por portugueses em busca do ouro,

da prata, da…

Nos avisem.

Comuniquem as entidades de classe

que há uns dois mandatos,

sugiro nem falar mais em anos,

em décadas – mas em mandatos,

isso, assim fica mais fiel, mais de acordo,

mais realista mais compreensível

a qualquer um… e será que

não é por isso que temos sido nada, rigorosamente nada, atendidos?

Por que também os visitantes,

os re-visitantes,

os re-re-re-revistantes (?),

em busca do nosso sorriso,

se perderam no tempo e alguns

já nem sabem mais se prometeram isso

ou aquilo e, e, e… meu Deus,

quando teria sido!?

Se não é por nada disso então

é certamente pela recuperação

da RSC 480 com sua magnífica condição, inovadora por certo,

ligando Erechim – Chapecó!

Não? Ué – então por que…

Não compreendo.

Talvez seja limitado nas minhas observações.

Eles estão voltando.

E de novo vêm cheios

de boas intenções.

De promessas.

Tem ideias.

Sugerem.

Até tomam nota.

Escrevem em papeizinhos.

Escrevem no celular.

Ligam para gabinetes.

Cobram de assessores.

Mandam anotar.

Prometem o que não tem competência

para fazer depois.

Mas, claro, haverão de esforçar-se.

Olhem só como a BR 153 não rachou mais

lá perto da ponte.

Rachou?

Quando?

Por que não avisaram?

Não… Não… Vamos ver isso.

Talvez retornam porque desejam

ver como ficou a ERS 420 entre Aratiba e Itá.

Sim – claro.

Como não pensei nisso!

Perfeito asfalto de 1,5 km feito pela prefeitura.

Ou como estão as obras entre Severiano de Almeida

e Mariano Moro.

São 5 km. Mas que desafio.

Que empreitada tchê!

Ou como está o asfaltamento

de uma reivindicação que se deu depois do dilúvio: a pavimentação asfáltica

que poderia redimir, ressuscitar,

dar uma nova esperança de realidade real

para milhares de pessoas, de famílias,

avós, bisavós de triavós

ou de quem nem veio ao mundo ainda

por aquelas bandas

– a sempre lembrada,

idolatrada e frequentadíssima ERS 126

entre Viadutos/Marcelino Ramos

com Maximiliano de Almeida e região.

Seria o casamento não do ano,

nem da década ou do século,

mas do milênio entre o Alto Uruguai

com a região nordeste do Estado,

e por que não, se o casal desse filhos,

poderia estender a prole em direção

a Nonoai e Frederico Westphalen

à antiga Volta da Fome, com o oeste catarinense, com Lages (SC) e respectivas

comunas.

Ah – só pode ser por isso que estamos recebendo velhos conhecidos de passagens.

Pessoas do mais alto gabarito,

influência e poder junto a quem

tem a caneta na mão.

Sim, sim, sim – nós compreendemos.

No mandato passou foi a crise.

No anterior ao último ainda foi a crise no

seu nascedouro.

No anterior, ao anterior, ao mais recente foi uma questão de prioridade.

Havia outras mais

urgentes.

E assim dá para constatar que nos últimos

16 anos, 20 anos, 40 anos, 70 anos…

Não deu por que… sempre havia um impedimento.

Mas jamais, jamais! – falta de vontade,

de empenho, de presença,

de força política junto aos donos

do poder e da caneta.

Mas desta vez – tudo será diferente.

O Alto Uruguai tão abandonado,

Que já tem uma coleção de Planejamentos Estratégicos com suas potencialidades e carências em mãos de ex-visitantes e re-visitantes, desta vez vai.

Eles não nos esqueceram.

Eles não nos abandonaram.

Eles sabem o caminho dos votos.

E nós iremos ajudar.

A todos.

Somos até agradecidos pela lembrança.

Venham.

Haverá churrasco,

tapinhas nas costas,

sessão de fotos.

Adoramos selfs com quem elegemos

para nos representar – mas que foram grosseiramente desrespeitados

em Porto Alegre, em Brasília, em…

Aliás vem sendo desrespeitados há um mandato,

há dois mandatos,

há quatro mandatos,

há 40, 50, 60 anos…

Meu bisavô já queixava!

Venham amigos.

Sim claro,

deve ser para resolver

o caso da UPA.

Deve ser para reformar o Aeroporto Federal

de Erechim.

Autorizar o início da Medicina da URI.

Resolver de uma vez a transposição

do rio Cravo – que até foi,

simbolicamente inaugurada.

Que sabe para anunciar pela enésima vez

o trem.

Voto sim – voto não/Voto sim – voto não/Voto sim – voto não…

Lembro do meu pai sobre

a Maria Fumaça. Bem rápido.

Fale: café com pão/café com pão/café

com pão…

Piuí-íííííííííí…

Olha o trem.

É a norte/sul.

É o de passeio – Erechim/Gaurama/Viadutos/Marcelino/Alto Bela Vista/Piratuba…

Voto sim/voto não; Voto sim/voto não…

Eles vêm vindo para, para…

começar o esgotamento sanitário de Erechim.

Erechim – sem anos.

Erechim – sem um metro de esgoto tratado.

Cheguem-se.

Sentem-se.

Digam o que querem… fazer.

Só não falem, por favor não;

no que não podem fazer.

Melhor não.

A ilusão faz tão bem.

Sonhar é um sonho.

E quem não sonha não pode esperar.

Como nós temos sorte.

Sonhemos todos.

Nossa Senhora de Fátima

como nós temos sorte!

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