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Economia

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Cresce a inadimplência entre as famílias com renda até 10 salários mínimos

De acordo com a pesquisa, o percentual de gaúchos sem condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias apresentou queda.

Por: Assecom
Fotos: Divulgação
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Embora o quadro de endividamento das famílias gaúchas no mês de dezembro/ 2017 (70,0%) tenha se mantido praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2016  (70,7%), chama a atenção o crescimento da inadimplência entre as famílias com renda inferior a 10 salários mínimos.  Esse resultado pode ser explicado pelo atual momento da economia, com redução da taxa básica de juros e a recuperação do mercado de trabalho – fatores que contribuem para o aumento da tomada de crédito. A pesquisa pode ser acessada aqui.

Os dados da Pesquisa de endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgados nesta terça-feira (9) pela Fecomércio-RS, indicam que após dois meses de recuo na margem, o percentual de famílias em situação de inadimplência em dezembro/2017 voltou a registrar forte aumento, ficando em patamar bastante elevado. Na avaliação do presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, o cenário econômico atual ainda é adverso para muitas famílias,  refletindo em dificuldade para honrar suas dívidas. “No entanto, a perspectiva de crescimento econômico e geração de empregos em 2018 permite vislumbrar uma redução no percentual de famílias em situação de inadimplência”, pondera o dirigente.

A PEIC de dezembro/2017 revela estabilidade no indicador que avalia a parcela da renda comprometida com dívidas. Em dezembro passado foi de 32,9% na média em 12 meses, e o tempo de comprometimento da dívida, também no período de 12 meses, permaneceu em 8,1 meses. O cartão de crédito continua com o maior peso na composição do endividamento dos gaúchos (74,6%), seguido por carnês (44,0%), crédito pessoal (16,3%) e financiamento de veículos (13,0%).

A dificuldade em deixar o quadro de inadimplência continuou em nível elevado: o percentual  em dezembro/2017 (45,6%) aumentou significativamente em relação a dezembro/2016 (26,7%).  Ainda que a taxa de desocupação tenha diminuído nos últimos meses, esse indicador vem sendo puxado por empregos informais e por conta própria – que se caracterizam por um remuneração, em média, mais baixa. Dessa forma, esse grupo de trabalhadores está mais sujeito ao atraso no pagamento de suas contas.

De acordo com a pesquisa, o percentual de gaúchos sem condições de honrar suas dívidas vencidas no prazo de 30 dias apresentou queda, saindo de 13,1% em dezembro/2016 para 9,5% em dezembro/2017. Mesmo tendo sido a quarta queda consecutiva na comparação interanual e, apesar de ter atingido  o nível mais baixo do ano passado, seu patamar permaneceu acima do verificado em períodos anteriores.