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Agronegócio

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Cultivo de videiras teve redução de área de 20% nos últimos anos na região

Área destinada à vitivinicultura diminuiu de 700 para 560 hectares

Por: Da Redação
Fotos: Divulgação
ER Diretor da Aurora Herminio Fraga

 

Mais de cem pessoas, entre produtores, técnicos da Emater/RS-Ascar e convidados, participaram das palestras técnicas ministradas pelo diretor da Cooperativa Vitivinícola Aurora, Hermínio Ficagna, e pelo engenheiro agrônomo responsável pelo Departamento Agrícola da cooperativa, Lidovino Bavaresco. O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, através do Escritório Regional de Erechim, em parceria com a prefeitura, através da Secretaria Municipal da Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar, na noite de terça-feira (10/10), na Cantina Trentin, em Erechim.

Ao traçar um panorama da evolução do mercado no Brasil, Ficagna observou que vem diminuindo o consumo de vinhos nacionais em relação aos vinhos importados, que entram com preços mais competitivos. Segundo ele, vários fatores contribuem para este cenário de desvantagem em relação a outros países como Chile, Argentina, Uruguai e Portugal, mas principalmente os subsídios. “Precisamos de politicas públicas destinadas ao setor vitivinícola”. Outras dificuldades estão no custo de produção, logística, sazonalidade. Mas ele chamou a atenção para oportunidades que se apresentam como o crescimento pelo interesse pelo vinho, como a qualificação da demanda e diversificação da oferta. “A atividade vem crescendo na serra gaúcha”. Segundo Ficagna, a Aurora distribui mais de 70 mil mudas e todo ano há um aumento da área cultivada de 30 a 40 hectares. A produção orgânica também foi destacada como potencial de mercado. O diretor disse ainda que tanto os espumantes como os moscatéis e sucos naturais têm crescido o consumo no Estado e no país. Ele destacou que de 2000 a 2016 houve um crescimento significativo. “O espumante gaúcho não perde em nada em qualidade para os franceses”, comparou.

O engenheiro agrônomo Lidovino Bavaresco, falou sobre o manejo das videiras. Entre as recomendações, chamou atenção para a aeração do vinhedo para evitar doenças. “Doenças a gente não cura, previne”. Também destacou a importância do manejo do solo e da planta como fatores importantes na produtividade com qualidade. “Quanto ao clima não temos o que fazer. Já a análise do solo garante equilíbrio e redução de custos”. Bavaresco abordou ainda as principais doenças e formas de tratamento.

Atividade perde espaço na regiao

Enquanto na região da Serra a atividade cresce e ganha novas áreas de cultivo, na região do Alto Uruguai, o assistente técnico regional, Luiz Angelo Poletto, observou que nos três últimos anos houve uma redução na área de cultivo de videiras de 700 hectares para 560 hectares. “Nosso objetivo é aumentar a área cultivada e aumentar a produtividade que no último ano foi de 18 mil quilos de uva por hectare, muito baixa se for comparada com a Serra Gaúcha, que é de 35 mil quilos por hectare”, frisou Poletto.

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