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Deputado defende criação de CPI para apurar verdade sobre parcelamento de salários

No período do Grande Expediente da sessão plenária desta quinta-feira (28), o deputado Tarcísio Zimmermann (PT) justificou a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que estaria por trás do parcelamento de salários dos servidores estaduais. Ele abriu seu discurso saudando as lideranças sindicais presentes e lembrando que no […]

Por: Asscom
Fotos: Marcelo Bertani
zimerman

No período do Grande Expediente da sessão plenária desta quinta-feira (28), o deputado Tarcísio Zimmermann (PT) justificou a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que estaria por trás do parcelamento de salários dos servidores estaduais.

Ele abriu seu discurso saudando as lideranças sindicais presentes e lembrando que no dia de amanhã (29) haveria uma grande mobilização dessas entidades contra o que chamou de “desmonte promovido pelo governo do Estado”.  Conforme o parlamentar, os servidores “têm sido grosseiramente desrespeitados, humilhados, por um projeto que sistematicamente insiste em rebaixar os seus direitos tentando convencer a sociedade gaúcha de que os servidores públicos são os responsáveis pela crise, e não esse desgoverno, que levou 33 meses para descobrir que podia pagar primeiro o salário dos que ganham menos”.

Disse que, se o governo “tivesse um mínimo de confiança no seu taco”, teria sido o primeiro a assinar a proposta de CPI, reconhecendo tratar-se de um instrumento importante de transparência, mas, em vez disso, teve uma reação raivosa, indignada. “Evidentemente não fizemos esta proposição de forma irrefletida”, disse o deputado. Ele contou como foi abordado recentemente na rua por um senhor que lhe disse ter sido Tarso Genro quem quebrou o Rio Grande e que esse era um discurso muito repetido, que, conforme argumentou, não correspondia à verdade.

Segundo Zimmermann, após assumir o governo, Sartori pagou os salários em dia de janeiro a junho. No sétimo mês, ocorreu o primeiro parcelamento. “Já não dá para jogar a culpa toda para o outro lado (governo anterior)”, disse o deputado. “Aí, em agosto, descobrimos que estavam escondendo aquele dinheiro nos depósitos judiciais”, prosseguiu, explicando que, nos meses seguintes o governo voltou a pagar em dia. “Quem é que quebrou esse estado, afinal, se, nesses 33 meses que fecham agora, Sartori parcelou salários em 22 e somente dois no primeiro ano?”, questionou. “No segundo ano, quando o orçamento já era dele, quando a equipe já era dele, pagou somente um mês”, completou.

Para o deputado, o que se via “nesses tempos de neoliberalismo” era uma estratégia permanente de desconstrução de direitos. Lembrou os outdoors que diziam “Tarso, fora-da-lei” quando este não conseguiu pagar o piso salarial dos professores. “Deveria ter pagado”, disse o deputado. “Não adiantou não ter quebrado o Estado, pois o governo que veio depois o fez”. Ainda conforme Zimmermann, o governo alegava gastar 73% do que arrecadava com salários, ainda 1% a menos que Tarso, que comprometia 74% da arrecadação e, mesmo assim, honrou seus compromissos.

Zimmermann citou sugestões e questionamentos apresentados por entidades como o Sindifisco e Afocefe, afirmando que o governo, no entanto, não escutava essas propostas. Segundo ele, o dinheiro não desapareceu, uma vez que os pagamentos a fornecedores, por exemplo, vinham sendo feitos no prazo. Para Zimmermann, o atraso nos pagamentos era parte de uma estratégia para a adesão a um regime de recuperação fiscal nefasto, que vinha sendo denunciado pela bancada do PT desde o seu nascedouro, em Brasília. “É tão fácil destruir uma Fundação de Ciência e Tecnologia, uma FEE, uma Fepagro, mas é tão duro construir”, disse, acrescentando que o próprio secretário estadual da Fazenda afirmou em entrevista que estavam “vendendo o futuro para pagar o passado”, frase que, a seu ver, sintetizava bem o que estava acontecendo.

Citou ainda as palavras de “alguém que o partido do governo do RS, o PMDB, valorizava muito, o ex-governador, ex-senador Pedro Simon”, que, segundo ele, não concordava com as privatizações, tendo dito que “se vendessem um Banrisul, uma CEEE, o que se venderia na próxima crise?”, que o “regime de recuperação fiscal de Temer e Meirelles não atendia ao interesse público” e que “Sartori era um homem sério e acharia outros caminhos”.

Associaram-se ao discurso do parlamentar, em apartes, as deputadas Stela Farias (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) e o deputado Pedro Ruas (PSol).