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História de superação mostra como vencer o câncer com a ajuda da família

Vane Mocellin conta sobre a experiência e vivencias com o câncer de mama e de fígado

Por: Da redação
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Descobrir uma doença é sempre uma das piores situações a se viver. Mas, a ordem é encarar. E foi exatamente isso que Vane Mocellin fez. E contou tudo a Rádio e Jornal Atmosfera. Vane contou que quando descobriu o câncer de mama não tinha nem 30 anos de idade, mas que o momento assustador foi superado rapidamente. “Por trabalhar na área o susto de estar vivendo o que eu via todos os dias foi grande. Assustador por melhor dizer. Mas busquei o meu chão de volta e aprendi a lidar com os fatos”, disse ela.

Vane conta que primeiro tentou lidar com a situação intimamente apenas com a família. “Procurei lidar com a situação de uma forma mais íntima e sem chocar as pessoas. O importante foi aceitar junto com a minha família e depois contar pras outras pessoas de uma forma saudável”, salientou. Segundo ela a ordem é não se derrubar e o mais importante é a forma como você passa a notícia para não desesperar.

Para a enfermeira o mais difícil foi lidar com a perda do cabelo, perda ou ganho de peso, ou seja, a vaidade. “Ficamos muito abaladas com a nossa autoestima própria. É difícil na hora de se vestir e se arrumar. Mas no 3º ou 4º tratamento você toma forças e descobre que isso não é o mais importante. Até porque estar viva é o que mais conta”, explica ela.  Vane diz que depois que o pior passa e é muito tranquilo sair na rua com lenços, ou até mesmo com perucas e acessórios com que você se sinta bem. “É preciso se sentir bem. Isso é o mais importante. O que os outros falarem ou pensarem é importante deixar de lado”, salientou ela.

Ao ser questionada sobre como conseguiu lidar tão bem com a doença que depois de um ano e meio foi para o fígado, Vane diz que tirou forças da família e da fé. “Pelos meus filhos e pelo meu esposo, além dos grupos de apoio, a própria psicologia. Enfim, nós estamos muito bem servidos de profissionais e de informação na rede pública e na rede privada”, disse.

Para ela o importante é estar viva e bem. “Digo pras pessoas que façam o exame de mamografia antes dos 40 anos. Que as pessoas se toquem, se conheçam e se percebam. Muito antes da doença tomar conta. É preciso sair na frente e buscar ajuda o mais rápido possível”, enfatiza.