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Hospital de Caridade utiliza redes e musicoterapia na UTI Neonatal para ajudar bebês prematuros

Pais de recém-nascidos também recebem suporte psicológico

Por: Assecom
Fotos: Assecom
Bebês prematuros ficam no embalo das redinhas na UTI  Neonatal (1)

Uma experiência inovadora vem ajudando o desenvolvimento de bebês prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital de Caridade de Erechim. Desde novembro de 2011, os recém-nascidos prematuros são acomodados em pequenas redes de pano que reproduzem o conforto uterino. Para os especialistas, o grande segredo da técnica é oferecer à criança um ambiente semelhante ao útero da mãe.

O uso da redinha é um grande aliado na UTI Neonatal, porque acalma e faz com que os bebês durmam melhor. Feita de algodão, em tamanho adequado para os bebês, a rede é pendurada dentro da incubadora. O seu formato e o leve balanço simulam a posição intrauterina. O bebê fica aconchegado, aquecido, confortável e relaxado. “A rede faz com que o bebê durma melhor e fique mais tranquilo, o que, consequentemente, favorece o ganho de peso. A sensação de descanso é muito gostosa e acalma também os pais”, explica Gislaine Cardoso, enfermeira da UTI Neonatal.

Para a equipe de Enfermagem do HC, o resultado do uso da redinha em que são colocados os bebês prematuros é muito bom, pois acelera a recuperação e diminui o tempo de internação – isso tem propiciado satisfação para os pais, para a equipe assistencial e, sobretudo, para o bebê.

Geralmente são selecionados para serem colocados na redinha os prematuros cuja mãe não esteja presente, demonstrem-se chorosos e irritados, e que, por outro lado, estejam razoavelmente estáveis, não fazendo uso de oxigenioterapia. O bebê é posicionado adequadamente em flexão global, é devidamente monitorado e fica sob constante supervisão da equipe de Enfermagem. O tempo de permanência é estipulado de acordo com a resposta emitida pelo próprio bebê, sendo que o tempo máximo é de uma hora.
João, Henrique, Denis e Alehandra, os quadrigêmeos de Erechim que nasceram no dia 13 de maio, com 32 semanas e 4 dias de gestação, foram acolhidos na UTI Neonatal do HC e fizeram uso dessa experiência.

Musicoterapia

Além das redes, outros métodos também são adotados para acalmar os bebês na UTI Neonatal do HC, como as horas de musicoterapia e de silêncio, nas quais os funcionários falam em tons de voz mais baixos, os alertas sonoros dos equipamentos são colocados no modo silencioso e algumas luzes são desligadas. Durante cerca de uma hora, todos os dias, os recém-nascidos escutam músicas clássicas, sons de natureza e canções de ninar. “A ideia é provocar uma sensação de relaxamento”, ressalta Gislaine Cardoso.

Segundo a enfermeira, os benefícios do projeto vão além da saúde dos bebês. Além de acalmar e minimizar o desconforto dos recém-nascidos na UTI, a musicoterapia deixa as mães mais tranquilas e confiantes e as aproxima das crianças, já que também ouvem as músicas com os filhos, consolidando o vínculo e apego pais-bebês. Essas experiências demonstram que o conforto faz parte dos cuidados essenciais de Enfermagem e comprovam também que a criatividade qualifica a atenção dispensada aos recém-nascidos.

Grupo de pais da UTI Neonatal

A experiência de ter um bebê internado numa UTI Neonatal geralmente é traumática, pois surge a partir da determinação de uma urgência médica (imposição do real) e sempre “fala” da ameaça à continuidade da vida. As internações, que ocorrem em sua grande maioria logo após o parto, promovem um afastamento drástico do bebê e sua mãe. O pós-parto é um momento de grande sensibilidade para ambos (mãe e bebê) e, ainda, um momento especial de conhecimento mútuo, interação, comunicação e vínculo.
Considerando o momento vivenciado por pais e familiares durante a hospitalização em UTI Neonatal, evidencia-se a necessidade de um suporte psicológico a esse público, buscando esclarecer e orientar com relação a dúvidas e minimizar sentimentos de ansiedade e angústia, proporcionando cuidado e acolhimento.

Frente a isso, outra atividade desenvolvida pela Equipe Assistencial, juntamente com o Setor de Psicologia Hospitalar do HC, é o “Grupo de Pais da UTI Neonatal”, que acontece desde novembro de 2014. O encontro é coordenado pela enfermeira responsável desta Unidade de Internação e por uma das psicólogas da Instituição. Tem como objetivo proporcionar um espaço de escuta e acolhimento, viabilizando a verbalização de sentimentos e dúvidas de pais e familiares de pacientes internados na UTI Neonatal.

O grupo busca, ainda, esclarecer dúvidas a respeito das normas da UTI Neonatal, dos procedimentos realizados e do funcionamento da equipe, promovendo o alívio da ansiedade desencadeada pela internação do bebê e possibilitando um momento de troca de experiência entre os participantes.

Além do grupo, muitos pais recebem acompanhamento psicológico individualizado. As intervenções psicológicas auxiliam os pais a enfrentar o processo de hospitalização e a fortalecer-se diante desta vivência na UTI Neonatal, reforçando o acolhimento e cuidado direcionado a todos os clientes HC.