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Economia

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Intecnial deve demitir cerca de 250 trabalhadores ainda em outubro

As demissões, segundo informações do Sindicato, estão previstas para acontecer ainda no mês de outubro

Por: Leandro Vesoloski
Fotos: Divulgação/Metalúrgicos
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A Intecnial vai demitir cerca de 250 funcionários. O processo de demissões deve ocorrer ainda este mês. O objetivo é claro: diminuir a folha de pagamento em 50%. De acordo com o assessor jurídico da empresa, Claudio Botton, a decisão foi tomada e anunciada em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos e o administrador judicial da empresa. “Há a necessidade de redução de no mínimo 50% da folha e isso demanda cerca de 250 trabalhadores”, disse Botton.

Funcionários da Intecnial estiveram reunidos em assembléia no Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim na manhã desta quinta-feira, 13, para deliberar sobre proposta de demissão.

Em reunião entre Sindicato e o administrador judicial da Empresa Intecnial, foi apresentada a necessidade de redução da folha salarial em cerca de 50%, o que acarretaria em cerca de 250 demissões segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos.

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O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim, Fabio Adamczuk, falou sobre a proposta apresentada à Empresa. “Apresentamos a proposta de manutenção dos empregos de pessoas com mais de um membro familiar empregado na empresa, assim como de pessoas que possuem estabilidade devido a problemas de saúde, integrantes da CIPA e deliberamos sobre a forma de pagamento das verbas rescisórias” disse Fábio.

Fábio também salienta que há a possibilidade de demissão voluntária de funcionários. “Na segunda-feira estaremos entregando estes formulários para a empresa, sendo que os interessados tem até esta sexta-feira, 14, para manifestar interesse em relação a este assunto”.

Ainda segundo informações do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 84% dos funcionários aprovaram a proposta apresentada na assembléia. “Em discussão da proposta na assembleia, a empresa apontou a possibilidade de se disponibilizar bens como um pavilhão e a sede social para que sejam leiloados, e assim garantir o pagamento das rescisões”, ressaltou o presidente.

Fábio Adamczuk destacou ainda que a empresa assumiu o compromisso de manter o pagamento de um salário mínimo mensal a cada trabalhador demitido enquanto os bens disponibilizados não forem leiloados. As demissões, segundo informações do Sindicato, estão previstas para acontecer ainda no mês de outubro.

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O que diz a Intecnial

O assessor jurídico da Intecnial, Claudio Botton esclareceu que a empresa vai oportunizar a preferência a quem deseja se desligar da empresa. Mas até mesmo esta decisão será passiva de análise da empresa que não pretende se desfazer de trabalhadores que julga indispensáveis, apesar da situação de dificuldades.

O processo de recebimento de possíveis pedidos de desligamento começará na próxima semana, bem como a análise dos mesmos. A empresa também fala em parcelar a dívida com os trabalhadores que serão desligados, garantindo, no entanto, um vencimento mínimo.

A Intecnial ingressou com pedido de recuperação judicial em 16 de maio com homologação pela Justiça do Trabalho no dia 19 do mesmo mês. A empresa possui pouco mais de 500 funcionários em Erechim. Num primeiro momento, também em maio, foram desligados 128 funcionários, mas 110 deles teriam sido readmitidos. A empresa acumula dívidas, e convive com um problema de restrições para obter garantias para possíveis clientes.  Outro problema é que novos pedidos de produção minguaram com a crise que atingiu o país em quase todas as áreas.

Com esta decisão de reduzir a folha salarial na ordem de 50%, a empresa entende que pode fazer frente ao momento de dificuldades, e trabalha com a hipótese de reativação do mercado apenas após as festas de fim de ano e carnaval, provavelmente em março de 2017 se as circunstâncias que levam a estas previsões mais otimistas se sustentarem, como por exemplo, a recuperação da confiança do mercado com ações de um novo governo.

Botton confirmou que dois imóveis da empresa, em Erechim, devem ser colocados na disposição para venda e com isso fazer o pagamento das verbas rescisórias. O modelo de venda dependerá da Justiça, podendo ser por proposta ou então em forma de leilão.

Ele confirmou ainda, que caso a venda não aconteça até as demissões, a empresa garantirá o pagamento de um salário mínimo a cada funcionário demitido, como forma de parcelamento das verbas rescisórias.