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MP interdita empresas por irregularidades na fabricação e distribuição de produtos médicos

uma empresa é de Erechim. Alguns produtos estavam sem registro e notificação da Vigilância Sanitária

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Arquivo MP
Operação Gaeco

Três empresas de produtos médico-hospitalares e de higiene de Erechim, Passo Fundo e Tapera foram interditadas nesta sexta-feira, 17,  durante uma operação da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os estabelecimentos teriam cometido irregularidades quanto a qualidade e registros dos produtos.

A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em 14 locais contra uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra as relações de consumo, crimes licitatórios e contra a administração pública. Segundo o titular da Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor, Alcindo Luz Bastos durante a ação em Erechim, documentos foram escondidos num forno e em uma mesa de bilhar.

“São empresas que estão presentes em licitações em mais de cem municípios no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Recebemos reclamações constantes quanto ao tamanho do conteúdo, das informações presentes nas embalagens e da péssima qualidade dos produtos. Interditamos um estabelecimento em Erechim, uma fábrica clandestina em Passo Fundo e em Tapera. Pai e filho e outras duas pessoas seriam os gestores dessas empresas, mas identificamos algumas que funcionam como laranjas” explica.

Nos estabelecimentos fechados foram detectadas irregularidades nas práticas e produtos sem registro ou notificação da Visa. “Encontramos fraldas para recém nascidos e geriátricas de péssima qualidade. Recebemos constantes reclamações de prefeituras, ou seja, na prática esses produtos não atendiam a finalidade anunciada. São licitações que eles venciam justamente porque apresentavam o produto de péssima qualidade bem mais baratos. Materiais que iam para creches municipais, escolas, hospitais para utilização de pessoas de baixa renda na sua grande maioria”, destaca o promotor.

 

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