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Santa Terezinha na UTI: Atrasos em repasses do governo do Estado já chegam a R$ 8,27 milhões

Sem recursos, hospital fala em possibilidade de corte de serviços. Médicos podem paralisar por atrasos nos pagamentos

Por: ivanor
amau santa saude (5)

Aconteceu na manhã desta terça-feira uma reunião na Amau, convocada pela direção atendendo solicitação do prefeito de Erechim Luiz Francisco Schmidt, para tratar da situação financeira do Hospital Santa Terezinha. Conforme Schmidt, em reunião na Secretaria Estadual de Saúde, na sexta-feira, dia 19, da qual também participaram o secretário municipal de Saúde Dércio Nonemacher, e o diretor do HST Hélio Bianchi, o secretário adjunto, Francisco Zancan Paz, não garantiu repasses dos recursos.

“O que nos assusta mais é que parece que há uma descrença na saúde pública, porque durante a reunião ele disse, que não pode se comprometer e que talvez neste mês não haja repasse nenhum. E o pior, sem qualquer perspectiva de firmar qualquer repasse dos recursos. Uma coisa é discutir o déficit operacional, mas quando não vem o principal do bolo, que é o pagamento das despesas com os pacientes, não temos como manter. Hoje temos, entre a Secretaria de Saúde e o hospital, mais de R$ 11 milhões a receber”, explicou Schmidt, relatando ainda que o secretário adjunto chegou a mencionar que em última análise talvez a viabilidade fosse fechar o hospital.

O diretor executivo do HST, Hélio Bianchi, relatou que o hospital tem uma despesa mensal de R$ 2 milhões com a folha dos funcionários, e outros R$ 2,6 milhões com médicos. “Mensalmente deveríamos recebe R$ 5,2 milhões do governo do Estado, inclusive por ordem judicial. Em novembro deixamos de receber R$ 1,2 milhão, em dezembro R$ 2,4 milhões e em janeiro só recebemos R$ 740 mil. Com isso já deixamos de receber do Estado nestes três meses R$ 8,27 milhões. Estamos há mais de 90 dias sem pagar fornecedores”, destacou Bianchi.

 

Necessidade de cortar serviços e risco de paralisação dos médicos

O diretor alertou que apesar dos funcionários estarem com os salários em dia, e os médicos, que estão com os pagamentos atrasados, compreenderem a situação, existia o risco de paralisação. “Os médicos estavam pensando em parar já esta semana”, salientou, acrescentando que se o Estado mantiver os atrasos será necessários começar a cortar serviços, reduzindo o atendimento.

O presidente da Amau, Beto Bordin, e também prefeito de Jacutinga, está tentando desde a manhã desta terça-feira marcar uma audiência com o governador José Ivo Sartori, e com os secretários da Saúde e Fazenda. “Formaremos uma delegação, e pretendemos falar pessoalmente com o governador para pedir a destinação destes recursos”, destacou Bordin.

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