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A música como terapia

Workshop promovido pela Associação Aquarela Pró-Autista mostra benefícios deste tratamento em pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Por: Assecom
Fotos: Divulgação
Foto 1 - Musicoterapeuta Clarisse Prestes encantou o público participante do workshop

O amor incondicional pelo trabalho e pelos pacientes que a musicoterapeuta Clarisse Prestes revelou nos vídeos de sessões de Musicoterapia encantou os participantes do Workshop “Musicoterapia e Autismo”, promovido pela Associação Aquarela Pró-Autista nos dias 14 e 15 de julho na URI Erechim. O evento foi realizado por meio do Projeto Oficinais Culturais do Ministério da Cultura com patrocínio do Grupo Vaccaro e apoio da URI Erechim e Observatório Cultural Local.

Graduada em licenciatura na área de Educação Artística com Habilitação em Música e especialização em Musicoterapia, Clarisse trabalha desde 2007 em clínica particular, onde atende crianças com paralisia cerebral, TEAs – Transtorno do Espectro Autista e outras dificuldades do desenvolvimento. Coordenadora e professora no projeto de musicalização “Música para Crianças” da UnB – Universidade de Brasília, ela define a Musicoterapia como a utilização da música e de seus parâmetros – o som, o silêncio, o ritmo, a harmonia, a melodia – num processo interativo entre musicoterapeuta e paciente ou um grupo, que pode ser estruturado ou não, com a intenção de atender as necessidades desse paciente ou desse grupo. “Essas necessidades podem ser desenvolver seus potenciais, recuperar, habilitar ou manter a saúde e melhorar as funções do indivíduo de forma a alcançar melhor qualidade de vida”, explica.

Clarisse conta que utiliza a Musicoterapia nos casos de TEA para gerar o máximo possível de interação com o paciente. “Trabalho de forma a permitir que o indivíduo tenha experiências significativas comigo, com a música e consigo mesmo. O objetivo é que essa experiência de estar com o outro numa interação positiva se expanda. Em se tratando de crianças, deve-se trabalhar da forma mais lúdica possível. É preciso respeitar a tolerância do paciente, descobrir as fortalezas, deixar ele “tocar o” e “tocar no” instrumento porque a música ativa o cérebro em todas as áreas”, observa, considerando que  que nesta população de TEA, os maiores benefícios estão na melhoria da capacidade de comunicação, de atenção e de concentração. “A Musicoterapia incrementa a autoestima e a possibilidade de integração social porque proporciona melhores níveis de funcionamento e isso acaba por gerar mudanças de comportamento indesejáveis”, ressalta.

Para as professoras da Apae de Erval Grande, Reni Carminati e Cleusa Marcon, o workshop foi esclarecedor. “Ele mostrou como a Musicoterapia faz diferença ao despertar a atenção do autista, a conexão que ele faz com o som, os instrumentos, o espaço, sendo uma forma de interação muito bacana que superou nossa expectativa. Além disso sanou muitas dúvidas”, declararam.

O músico e oficineiro de música e teatro, pós-graduando em Musicoterapia, de Porto Alegre, João Marcos Lima Coimbra também avalizou a proposta apresentada. “Achei muito legal mostrar a Musicoterapia com vídeos e foi muito bacana a contribuição dos participantes trazendo suas experiências com o assunto. Gostei do espaço da Clarisse, que nos fez entender como funciona uma sessão de Musicoterapia na prática”, disse.

Para a professora do AEE da Escola Municipal Othelo Rosa, Luciana Dalabona Pasca, que é pós-graduada em Educação Especial, o workshop veio ao encontro da busca pelo conhecimento para atender melhor os autistas. “Quem trabalha com eles sabe o poder da música, explícito na tranquilidade e na expressão facial deles. Foi muito bom e abriu horizontes”, completou.

A presidente da Aquarela, Marilei da Rosa, avaliou positivamente o evento. “Os participantes se encantaram com a forma como pode ser trabalhado o potencial dos autistas durante as sessões de Musicoterapia, mostradas por meio de vídeos. As atividades realizadas são básicas podendo ser feitas em qualquer ambiente e com coisas simples, basta ter criatividade. Também me chamou atenção o fato da palestrante revelar que há casos em que a intervenção com Musicoterapia substituiu a medicação para hiperatividade. Isso mostra o poder que tem a terapia como tratamento para autistas”, acrescentou.

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