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Acadêmicos de Fisioterapia da URI e Rotary Kids desenvolvem projeto sobre a prematuridade

A iniciativa está sendo coordenada pela professora Ana Lúcia Morsch e tem vários objetivos, entre eles, promover a saúde dos prematuros após a alta hospitalar;

Por: Ascom
uri

A prematuridade é considerada como uma das principais causas de óbitos em crianças menores de 5 anos em todo mundo, sendo que no Brasil, cerca de 10% dos bebês nascem antes do tempo. Além disso, é possível observar uma porcentagem significativa de óbitos que poderiam ser evitados nesse período. Por isso, acadêmicos do Curso de Fisioterapia da URI, juntamente com o Rotary Kids de Erechim, estão desenvolvendo a campanha em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade, que irá ocorrer no dia 17 de novembro.

A iniciativa está sendo coordenada pela professora Ana Lúcia Morsch e tem vários objetivos, entre eles, promover a saúde dos prematuros após a alta hospitalar; orientar as famílias sobre os cuidados com a saúde dos bebês prematuros; proporcionar acolhimento das mães/famílias; divulgar o programa “Prematuridade: o amor chegou mais cedo”, desenvolvido pelo Curso de Fisioterapia; orientar, informar e alertar sobre os cuidados a respeito da criança prematura; entre outros.

Em sua grande maioria, as alterações observadas em crianças prematuras são relacionadas às desvantagens fisiológicas como: dificuldade de coordenar a sucção e a respiração, insuficiência em manter a temperatura corporal, comprometimento do controle nutricional, função renal imatura e comprometimento da hematose.

Geralmente, a prematuridade está relacionada à períodos prolongados de internação, os quais mobilizam a família do prematuro para esse ambiente hospitalar. Ao se aproximar do momento da alta, sentimentos como insegurança, aflição e preocupação se tornam presentes no cotidiano da família, pois a alta hospitalar é um momento importante no qual os pais estabelecem uma nova relação com o prematuro.

De forma paralela, a campanha está realizando uma ação social com o objetivo de arrecadar fundos para aquisição de fraldas ou kits de bem-estar materno infantil destinados às famílias dos prematuros. O acesso a um kit de boas-vindas, contendo materiais de uso materno infantil, pode ser fundamental no momento da alta hospitalar, além de promover um amparo emocional na chegada ao lar. O kit de boas-vindas poderá conter itens relacionados ao bem-estar materno infantil como: pomada para assadura, lenços umedecidos, shampoo, sabonete, cotonete, talco, algodão, chás, materiais de apoio ao bebê, confeccionados em tecido, como polvos e redes, entre outros.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a prematuridade caracteriza-se como uma síndrome clínica complexa, a qual deve ser abordada com múltiplas intervenções para sua prevenção, podendo influenciar positivamente no prognóstico. É um processo que tem início muito antes da gestação, induzida por aspectos sociais, financeiros, qualidade de vida e condições de risco que, combinados com fatores biológicos, resultam no nascimento prematuro. A família é determinante no prognóstico de vida do recém-nascido prematuro e precisa de apoio e orientação.

Atualmente, por ser uma das principais causas de mortes neonatais e por ser a segunda maior causa de mortalidade de crianças até os 5 anos de idade, é considerada prioridade de saúde pública no Brasil. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 30 milhões de bebês nascem prematuros ou com baixo peso, anualmente, em todo mundo. Além disso, em 2017, 2,5 milhões de recém-nascidos morreram nos primeiros 28 dias de vida.

A prematuridade pode estar associada à diversos fatores, sendo os principais: idade materna menor que 20 anos ou maior que 40 anos; baixo nível socioeconômico; antecedente de parto pré-termo; gestação gemelar; sangramento vaginal no 2º trimestre de gestação; aumento da atividade uterina antes da 29ª semana de gestação; hábito de fumar; ocupação materna em atividade profissional remunerada; estado nutricional; consumo de álcool, entre outros.

O período de adaptação entre a família e a criança no domicílio é extremamente importante para o desenvolvimento adequado do bebê, uma vez que o sentimento de instabilidade provoca dificuldade diante das condições de saúde do filho e isso gera grandes preocupações. A maioria das complicações está ligada às disfunções dos sistemas de órgãos imaturos. Em alguns casos, as complicações se resolvem completamente, em outros, há disfunção residual dos órgãos.

A adaptação à nova realidade da família com o recém-nascido em domicílio afeta diretamente nos cuidados prestados ao neonato, uma vez que a maneira em que a prematuridade é abordada entre os familiares implica diretamente em seu desenvolvimento. A preocupação em cuidar das fragilidades do bebê torna o estresse e o sentimento de desamparo frequentes no lar, tornando o ambiente um fator importante no aumento do atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.

Uma das principais abordagens do fisioterapeuta que por meio da estimulação precoce, objetiva o desenvolvimento sensório-motor, cognitivo, afetivo do bebê prematuro e também a integração família-bebê. Tal método pode ser extremamente benéfico para o crescimento e desenvolvimento harmônico, e leva em consideração todos os déficits devido à imaturidade dos órgãos e todas as complicações advindas da UTI neonatal.

Depois da alta hospitalar, o período é marcado por estresse e incertezas. Dessa forma, devido às dificuldades na adaptação às necessidades do bebê prematuro em casa, é de vital importância que os profissionais da saúde se disponibilizem partilhando informações necessárias para a adequação à nova realidade.

A presidente do Rotary Kids de Erechim, Isadora Marmentini, estudante do sexto ano do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica da URI, disse estar feliz com a campanha. “Além de beneficiar as famílias e as crianças que têm alta hospitalar, acredito que estamos desenvolvendo um papel de cidadania e contribuindo com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, frisou.

O Rotary Kids tem, ainda, como padrinhos a professora Ana Lucia Carvalho Morsch e seu marido Jorge Alves Morsch.

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