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Ciência

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Acidentes com aranhas-marrons aumentam com a chegada do calor

Secretaria de Saúde faz alerta porque a espécie é considerada uma das mais venenosas e a região Norte concentra o maior número de casos de pessoas picadas

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Ilustração Internet
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Com a chegada das altas temperaturas aumenta o aparecimento das aranhas-marrons, uma espécie altamente venenosa e muito comum na região Norte do Estado. Segundo especialistas a proliferação vem crescendo nos últimos anos e elas aparecem especialmente em residências.

De acordo com a bióloga da URI, Rozane Restello, as aranhas-marrons tem hábitos noturnos, são pequenas e vivem principalmente dentro das casas, camufladas. “É comum elas aparecerem nas casas e onde tenha entulhos. Nos galpões, porões que, às vezes, as pessoas guardam lenha ou qualquer outro material. Em local escuro, que está seco é o local onde elas vão acabar se proliferando. Dentro de casa os locais preferidos sempre serão atrás de quadros, cortinas, roupeiros, caçados, bolsos e dobras de roupas. Locais onde elas buscam proteção durante o dia porque elas são de hábitos noturnos”, explica.

Picada sem dor

A picada da aranha marrom não causa dor imediata, a reação pode surgir de 12 a 24 horas depois do acidente, junto com ardência e escurecimento da pele. A ferida pode evoluir para uma necrose (destruição dos tecidos). “A gente tem quatro gêneros de aranhas de importância médica aqui na região. Destes a aranha marrom é a mais perigosa porque o veneno acaba sendo necrosante. Inicialmente as pessoas não sente que foi picada pela aranha. O local fica vermelho, vai ficar com uma pontinha que você percebe que algo picou, fica dolorido, e com o passar do tempo o local pode necrosar e com o passar do tempo a pessoa pode vir a ter insuficiência renal. Por isso, no momento em que a pessoa perceber que levou uma picada ou se percebeu que foi uma aranha, o legal é coletar essa aranha e buscar uma atendimento médico. As picadas aranha marrom precisa do soro antiaracnídico”, enfatiza a bióloga.

Registro de acidentes

Dados do Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul mostram que, em 2019, até dia 10 de dezembro, O Estado registrou um total de 736 acidentes com Loxosceles. Foram registradas mais picadas de aranha-marrom nas proximidades de Caxias do Sul (290), Passo Fundo (80), Vale do Sinos e Vale do Caí (71), Pelotas (67) e Erechim (52). Nas outras regiões do Estado existe a presença do aracnídeo, mas os registros de acidentes são menos expressivos. Em caso de acidente é importante o acompanhamento médico e laboratorial. Mais informações e esclarecimento de dúvidas podem ser buscados pelo telefone 0800-721-3000, no plantão 24 horas do CIT.

Dicas de prevenção:

– Manter a residência e os arredores sempre limpos;

– Afastar e limpar atrás dos móveis (camas, balcões, armários) e quadros;

– Sacudir as roupas antes de vestir;

– Evitar deixar roupas penduradas nas paredes;

– Manter as camas afastadas da parede;

– Sacudir lençóis e toalhas antes de usá-los.

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