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ARTIGO: É TEMPO DE USAR MELHOR O TEMPO

Por: Edson Machado da Silva

Autor: Edson Machado da Silva

Um pouco antes do Natal o Filósofo Mário Sérgio Cortella em entrevista definiu a Esperança que todos nós devemos cultivar e acrescentou que: “A tragédia não é quando um homem morre. A tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto ele ainda está vivo”. E o findar de mais um ano e o limiar de um novo tempo nos põe a refletir muito sobre essa desesperança que habita tantos e tantos corações.

Será que paramos para pensar o que se passa na vida de tantas e tantas pessoas ou continuamos egoístas voltados apenas para o nosso “EU”. Gestos simples é que engrandecem as pessoas. Tornar o dia de alguém mais feliz, mais humano não é tarefa tão difícil assim. O problema é que vivemos num mundo de atropelos, correrias e o tempo corre depressa, quando nos damos conta já estamos pronunciando a frase: “o tempo correu depressa que nem vimos o ano passar”. Na verdade não foi o tempo que passou depressa, mas foi a nossa pressa que não nos permitiu aproveitar da melhor forma o tempo. A gente não se dá conta dos erros que para nós parecem acertos. Pois bem, já pararam para observar os novos hábitos da maioria das pessoas, principalmente dos nossos jovens? A tecnologia dos aplicativos nos Celulares transformaram a nossa vida para o “PIOR”. Sim para o pior, pois esse pequeno aparelho que é uma das maiores revoluções tecnológicas dos últimos anos e que nos permite viajar pelo mundo sem sair do lugar, nos tornou prisioneiros. Parece que fomos condenados e estamos cumprindo uma pena e essa pena é dura, porque não nos permite um só segundo nos afastarmos desse objeto. Não tem nenhum remédio jurídico que nos afasta do Celular, nem Habeas Corpus, nem Revogação da Prisão temporária, nada, absolutamente nada tira essas algemas de nossas mãos.

Feliz e bem aventurados daqueles que não aderiram aos aplicativos do celular, usam-no somente para as necessidades básicas ou daqueles que usam os aplicativos, mas de forma moderada. Se por muitos anos o cigarro e a bebida alcoolica eram os vícios mais terríveis sobre a face da terra, agora temos esse, o uso indevido e por tempo indeterminado de celulares e seus aplicativos. Não tiramos o olho da “telinha”, nem quando estamos caminhando, dirigindo, conversando com outras pessoas, nos bancos dos hospitais, nas filas bancárias, em casa com familiares e em tantos outros lugares. E o mais deprimente é que é pai, mãe, filho(a), todo mundo com seu aparelhinho o dia todo sem notar que nesse mundo virtual não conseguimos manter um diálogo familiar. Já não damos um abraço presencial, o que fizemos é “curtir” ou “comentar” nas redes sociais como se isso suprisse o abraço fraterno, o calor humano, o dialogo frente a frente. Aonde essas redes sociais vão nos jogar se já observamos por elas: brigas, formação de quadrilhas, rompimento de casamentos, de relações de amizades, crimes contra a honra, calúnias, difamações e injúrias, fraudes e tantos outros dissabores? Os mais céticos chegaram a dizer que essa seria a tal “Praga” anunciada que viria para dizimar grande parte da população mundial. Seria esse o Apocalipse? Você acredita nisso ou não? Se não acredita, comece a pensar um pouco mais sobre tudo o que está acontecendo. Não existe nada pior do que o vício e a doença. E esse vício do nos afastar das pessoas não está encontrando remédio para sua cura.

A humanidade caminha por uma estrada perigosa. Uma estrada que é escura, penumbra total, não tem carinho, amor, amizade, fraternidade, falta tudo nesse trajeto: respeito, ética, honra, princípios e valores. Feliz daqueles que conseguiram criar um lar aonde tudo isso ainda é levado em conta. Salvemo-nos enquanto é tempo. Amar mais o próximo, compreender mais as crianças e valorizar mais os idosos. Quem sabe conseguimos com o pouco que nos resta, achar um caminho que nos conduza ao reencontro com a verdadeira missão aqui na terra. Não permitamos que essas coisas belas e lindas morram dentro de nós enquanto estamos vivos. Nada contra a tecnologia, mas saibamos usá-la para o bem das pessoas e para o nosso próprio bem. Ainda tempos a nosso favor o tempo cronológico, é só uma questão de saber usá-lo.  Feliz Ano Novo.

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