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ARTIGO: Um dia dedicado aos arquitetos

Por: Cleiane Maria Moretto / Arquiteta

Cleiane Maria Moretto
Arquiteta

Quero aqui homenagear a nossa Arquitetura. Sei que homenageando ela, meus colegas também se sentirão homenageados, pois o verdadeiro arquiteto, mesmo sendo um artista, não deve ser aquele que prioriza seu ego, mas o que realmente nasceu para melhorar nem que seja um pouquinho a vida das pessoas. Afinal, a Arquitetura é uma ciência social aplicada, e não uma exata.

Queria que todas as pessoas do mundo pudessem ter o direito (e por que não o prazer?) de conhecer realmente a Arquitetura. De entendê-la, usá-la, desfrutá-la. A Arquitetura não deveria ser privilégio de poucos, e digo isso, não me referindo à essa arquitetura da capa de revista, nem essa que você compra nas lojas. Aqueles são móveis, são tendências, fazem parte, mas não sem um sentido. A Arquitetura que todos deveriam conhecer, é simplicidade. É esse dom de tornar a vida das pessoas mais digna, com mais qualidade, funcionalidade e beleza.
Ao chegar em casa depois de um dia longo de trabalho, e ver o seu lar do jeitinho que mais lhe agrada, com a sua personalidade. Desde o guardanapo de tricô que era da sua avó até uma lembrança que você trouxe da praia. Ao descobrir o prazer de revitalizar seus antigos móveis, dando seu toque especial a eles ao invés de sempre comprar um “aglomerado” novo. Ao poder passear com seus filhos e seus cachorros na pracinha do bairro e ainda respirar um ar puro. Ao praticar a civilidade, ao cuidar do meio ambiente, ao zelar pelo que é de todos.

Ao poder ir com um transporte coletivo adequado para o trabalho, contribuindo com a preservação do planeta e se deslocando rapidamente, jamais perdendo preciosas horas no trânsito, as quais você pode usar com seus filhos, por exemplo. Ao poder passar todas as estações do ano dentro de um lar com sua família, protegidos do calor e do frio. Ao saber que pra ter conforto, uma boa orientação solar dispensa o ar condicionado. Ao cultivar uma mini horta na sua própria casa, e poder saborear fresquinhos e deliciosos vegetais na sua mesa.
Não bastasse tudo isso, o espaço que se torna familiar às pessoas, único para elas, dá sentido ao lugar. É o lar, onde são criados os principais laços familiares e sociais que reforçam a segurança emocional e a afetividade das pessoas. Tudo isso transformaria o mundo em muito mais amor. Poderíamos sonhar com menos violência, com o respeito e a igualdade.

Também vale a pena citar aquela Arquitetura que muitos chamam de “velha”, onde muitas vezes estão as origens e o significado da nossa existência: o nosso patrimônio. Aquele que o mercado imobiliário, se não quer derrubar, quer explorar, e que com certeza já foi a memória de alguém. Assim como se sabe que a Arquitetura deve mudar, pois o ser humano é mutável. Mudam as necessidades, mudam os usos, mas a memória fica. A arquitetura são os nossos sentidos aflorados… o cheiro, o som, a vista, o toque… o sentir! Quem não sente a arquitetura, não a vive. E entre erros e acertos, cá estamos nós, por trás disso tudo, com essa incrível e inspiradora missão, a de construir comunidades.
“Se planejamos para um ano, plantamos arroz. Se planejamos para dez anos, plantamos árvores. Se planejamos para cem anos, preparamos pessoas” antigo ditado chinês (Manual do Arquiteto Descalço- Johan Van Lengen)

Parabéns pelo nosso dia, o dia do Arquiteto consciente!

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