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Estado

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Atraso em repasses e defasagem contratual podem deixar população sem serviços na FHST

Os salários dos servidores do hospital também podem estar comprometidos

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Luiz Carlos Arpini
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É grave a situação financeira da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim. Em razão dos atrasos nos repasses de recursos por parte do Governo do Estado e da defasagem de valores dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde, o hospital acumula dívidas, pode ter que suspender alguns atendimentos e precisa contar com a sorte para pagar em dia os funcionários.

Segundo o Diretor executivo da FHST, Hélio Bianchi, só para fornecedores o hospital deve em torno de R$ 6 milhões.  Um estudo feito com pela atual direção da FHST mapeou 12 hospitais que atendem pelo SUS e constatou que apesar de ser maior, atender mais municípios e realizar o dobro de procedimentos, o Santa Terezinha recebe menos incentivos que outros hospitais do Estado. Se os valores do contrato não forem revistos, atediamentos, principalmente cirurgias eletivas devem set suspensas.

“Nós estamos numa campanha, nos últimos meses de conscientização da comunidade da região mostrando qual a real situação do Santa Terezinha. Existe muito a imagem de que aqui tudo é desperdiçado, que não tem controle, que não tem gestão. A gente ta justamente mostrando o contrário. Existem sim ainda casos que precisam ser pontuados, precisam ser corrigidos. Isso faz parte de qualquer empresa. A gestão precisa ser diária, mas a gente está mostrando que o hospital Santa Terezinha está sendo injustiçado no seu contrato há seis. A força política precisa ajudar a melhorar nosso contrato. Nós produzimos além do que está contratado e assim mesmo recebe menos que outros hospitais que tem a mesma modalidade de contrato. No encontro que tivemos com o Estado  nós estamos acreditando que o Governo vai dar um retorno para nós para resolver esse assunto, mas vai demorar e isso vai impactar na prestação de serviços”,explica o diretor.

Salários comprometidos

O Santa Terezinha tem hoje cerca de 600 trabalhadores. Os salários estão em dia, mas em razão da atual situação financeira da casa de saúde, a direção diz que não pode manter essa garantia. “A gente sempre quando faz a distribuição da verba dentro mês, garantindo que o hospital funcione com toda a sua logística, com todos os insumos necessários, a gente sempre prioriza o trabalhador. Porque a gente sabe que o mês vai indo, eles tem suas contas para pagar, mas a gente não pode garantir porque a temos uma receita e, 92% dela vem do Estado. Então se o Estado falha com a gente, nós também teremos que falhar. Até hoje nós sempre conseguimos cumprir no quinto dia útil, mas o futuro a gente não sabe. Por enquanto é uma incerteza, mas temos que ter esperança porque estamos no caminho certo”, desabafa Bianchi.

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