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A Voz da Diocese

Opinião

No dia do Papa, renovar o amor à Igreja e o impulso missionário

Dia 29 de junho transcorre a solenidade de São Pedro e São Paulo, com o Dia do Papa. No Brasil, ela é celebrada no domingo entre os dias 28 de junho e 04 de julho. A Igreja dedica um dia comemorativo ao Papa por causa de sua missão de sucessor de São Pedro, celebrado junto com São Paulo.

Os dois são chamados colunas da Igreja. São Pedro, originalmente de nome Simão, era pescador, de pouca formação escolar, e, conforme o evangelho desta solenidade, foi chamado, por Cristo, de pedra, ou seja, rocha, base, sobre a qual ele construiria sua Igreja. São Paulo era tecelão, fabricante de tendas, fariseu, formado na mais conceituada escola rabínica de Jerusalém, a de Gamaliel. Seu nome original era Saulo, que significa o implorado. Depois, Paulo, cujo significado é de baixa estatura. Mesmo que o fosse fisicamente, foi grande missionário. São Pedro foi dos primeiros a ser chamado por Cristo a ser apóstolo. São Paulo, inicialmente lutou fervorosamente contra Cristo e seus seguidores. Depois, lutou mais ardorosamente por Ele. São Pedro organizou a Igreja sobre o povo descendente de Abraão, Isac e Jacó. São Paulo foi missionário entre outros povos. São Pedro pensou mais a Igreja internamente, na sua dimensão institucional. São Paulo deu maior atenção à dimensão missionária da Igreja.

Os dois representam duas dimensões da mesma vocação apostólica. São diferentes, mas complementares. Mesmo com suas fraquezas humanas, foram chamados por Deus para grandes missões. São Pedro negou Cristo. São Paulo o perseguiu. Depois se regeneraram e deram a vida por Ele.

Ao longo da história da Igreja, alguns foram ou são mais organizadores da Igreja, têm mais jeito para cuidar da sua estrutura. Outros são mais desbravadores, abrem novas frentes, descortinam o futuro. O ideal é sempre a síntese entre um jeito e outro. Quem está mais para a organização institucional não pode deixar de evangelizar. E quem está para a renovação constante da Igreja e sua evangelização não pode prescindir de um mínimo de organização.

As fraquezas destas duas colunas da Igreja podem servir-nos de consolo e de lembrança constante de que Cristo não fundou a Igreja sobre anjos, mas sobre pessoas humanas, sujeitas a falhas. As virtudes dos dois, seu testemunho de fé até o martírio e seu serviço ao Evangelho com total dedicação, devem servir-nos de estímulo à busca da verdadeira conversão, à participação na evangelização, ao amor à Igreja, ao testemunho de fidelidade a Deus, em união com o Papa, o Bispo, os ministros da comunidade.

A solenidade de São Pedro e São Paulo com o Dia do Papa ressalta que nossa Igreja Católica tem raízes apostólicas. Vem diretamente de Cristo, conduzida por quem Ele encarregou de fazê-lo e seus sucessores legítimos. Nossa Igreja não começou ontem e nem por alguém que se atribuiu por conta própria determinada e título indevido. Nesta legítima sucessão apostólica, como se disse, estão pessoas humanas, com virtudes heroicas, mas também com fraquezas comuns a todo ser humano. Mas nem por isso a Igreja deixou de continuar sua missão. As fraquezas dos sucessores de Pedro e dos Apóstolos são supridas pela força do Espírito que conduz a Igreja e pela oração, pela comunhão, pelo esforço de santificação dos que dela fazem parte. Pedro e seus sucessores têm a promessa de Cristo: as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Pedro por sua proximidade a Cristo tornou-se uma rocha de fé e de amor sobre a qual a Igreja é construída. Se nele a Igreja tem a rocha da fé como fundamento, em São Paulo ela tem um modelo de impulso missionário e constante renovação.

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