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Guilherme Strapazzon

A propagação de informações e seus impactos no cotidiano

A massificação de informações cada vez mais frequente, seja por meios radiofônicos, televisivos, impressos e, principalmente, digitais, representa uma mudança de comportamento impactante no cotidiano da sociedade de um modo geral. A velocidade com que as informações chegam a cada momento e, sobretudo, a quantidade destas, revela um fator que devemos estar cada vez mais preparados: a filtragem do que é necessário, verdadeiro e importante.

Alta do dólar. Nova contratação milionária de time de futebol. Atriz é vista caminhando na rua. Aumento no preço da gasolina. Nova pesquisa eleitoral. Meme de fato ocorrido há 5 minutos. Meme de fato ocorrido há 5 anos. Vídeo de animais sendo maltratados. Vídeo de alguém cometendo um erro. Vídeo de alguém passando vexame. Reclamações à classe política. Reclamações à quem reclama da classe política. Seu amigo compartilhando Fake News. Enfim, um turbilhão de informações na qual sequer é preciso estar conectado para receber, de alguma forma elas chegarão até você.

O excesso de informações pode nos levar a pensar de que forma elas influenciam o cotidiano das pessoas, o bem estar psicológico, a necessária tranquilidade emocional, e até mesmo, na tomada de decisões importantes, no debate a respeito de assuntos que devemos discutir com a devida cautela, na aprovação de leis pelo Poder Legislativo, nas deliberações do Poder Executivo, e, com os recentes acontecimentos, nas decisões do Poder Judiciário.

A pressão popular, a opinião pública de senso comum e a massificação de informações inverídicas podem prejudicar o bom andamento dos debates acerca dos assuntos em que se faz necessário o conhecimento e perícia em determinadas áreas. Vivemos em uma época que decisões podem ser tomadas pelo impulso ocasionado pela opinião pública, em que notícias falsas podem se tornar verdadeiras, em que assuntos de pouca ou nenhuma relevância se tornam algo de leitura obrigatória e em que políticos aprovam projetos que se chocam à pareceres de pessoas com estudo e conhecimento para atender a demanda de comentaristas das redes sociais.

De algo acerca da propagação e massificação de informações podemos concluir: todos andam sabendo, pelo menos um pouco, de tudo. Não há mais quem recuse opinar sobre qualquer assunto, de dar seu parecer sobre legislação, economia, psicologia, engenharia ou medicina. Não há mais quem não seja influenciado pelo que as pessoas à sua volta andam vendo, lendo, ouvindo ou assistindo. Em um mundo de constantes transformações, talvez saber bem sobre pouco seja melhor que saber um pouco sobre tudo.

Filtrar as informações realmente importantes, verdadeiras e necessárias para o nosso dia a dia é essencial. Deixar de lado o desnecessário também. Mas sem antes esquecer que ainda precisamos visualizar as mensagens no WhatsApp, verificar as notificações no Facebook, ouvir as notícias no rádio, ver o futebol na televisão, saber os trending topics do momento, deslizar nas stories no Instagram, atender as últimas ligações, acessar a rede interna da empresa e faculdade, fazer buscas no Google, responder aos últimos e-mails…

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