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Marcelo Figueiró

Tomb Raider – A Origem Heroína retoma sua origem em filme superior a serie inicial

Reeboot é um termo em voga na cultura de cinema. Ele se refere a filmes que são feitos reiniciando uma obra ou franquia. Normalmente no reeboot a ideia principal era muito boa, mas houve má condução na elaboração da história, na direção, ou faltou recursos na produção.

 Game Reset

Existem vários títulos de sucesso que sofreram reebots. Entre eles podemos destacar a franquia 007, que reinicia cada vez que troca o interprete do personagem principal; Homem-Aranha, que já foi reiniciado três vezes; e Jornada nas Estrelas, que sofreu um reboot total com direito a viagem no tempo explicativa. Chegou a vez de um personagem dos videogames ter seu necessário reeboot. Estou falando da britânica Lara Croft, a Tomb Raider, que já havia ganhado uma nova versão nos jogos de computador. Agora, esta história também é apresentada em seu novo filme. 

Tomb Raider - A Origem (1)

Pelo mundo

O título Tomb Raider vem de um jogo lançado em 1996 que traz as aventuras da caçadora de tesouros Lara Croft. Diferente de vários outros games, Tomb Raider se destacava por ter uma protagonista feminina, comandando a ação. Com mais de vinte anos de existência a heroína já teve dezenas de aventuras nos videogames. Estas a levaram para a Muralha da China, os Canais de Viena, o Japão desconhecido, o fundo do Oceano, entre tantas outras locações. Neste período  a arqueóloga enfrentou animais selvagens, dinossauros, deuses antigos, espiões e alienígenas. Fez tudo isto para encontrar várias relíquias preciosas.

Tomb Raider - A Origem (1)

 Uma musa em ação

Em 2001 a franquia Tomb Raider migrou para o Cinema, ganhando dois filmes interpretados pela musa Angelina Jolie. Infelizmente a baixa bilheteria não permitiu que fossem realizadas mais continuações desta fase. No entanto, em 2013 o título passou a uma nova produtora de videogames. Esta recontou totalmente o início de sua história. O sucesso das inovações foi gigante. Hollywood não poderia deixar de aproveitar esta fase para também fazer alguma bilheteria. Assim, no início de 2018, foi lançado  Tomb Raider: A Origem, que adapta a nova aventura dos games.

Tomb Raider - A Origem (2)

  Adolescência difícil

Desta vez quem interpreta Lara Croft é a atriz Alicia Vikander  ( A Garota Dinamarquesa, 2015). No novo filme vemos o início da carreira de Lara como arqueóloga, aos 21 anos. No início ela ainda não possuía o controle da imensa fortuna de seu pai. A menina gostava de fazer serviços de entrega para sobreviver. Já no início do filme, se engalfinha numa cena empolgante, envolvendo uma perseguição com bicicletas. Logo a jovem herdeira acaba sendo convencida a assumir os negócios da família. Juntamente com o comando das Empresas Croft recebe uma pista do paradeiro do pai, desaparecido há anos.

Tomb Raider - A Origem (3)

  Rumo ao Oriente

Lara parte então para Singapura. Lá aluga um barco para investigar a distante ilha de Yamatai, no arquipélago Japonês, onde poderia estar seu pai. O velho navio não aguenta as intempéries do mar oriental e naufraga na costa da Ilha. Ao adentrar em terra firme, Lara descobre um grupo que pode ter raptado seu pai e deseja reviver a imperatriz Himiko para dominar o planeta. Agora, a Tomb Raider precisa encontrar seu pai, ao mesmo tempo que deve desmantelar uma organização criminosa e impedir que a feiticeira solte seu mal sobre o mundo.

 Só faltou o Joystick

O melhor deste filme certamente é a caracterização do game, feita pelo cinema. Na película Lara Croft se movimenta e possui os mesmos equipamentos do jogo eletrônico. O arco e flechas improvisado parece ter sido retirado do computador. Da mesma fora a característica picareta para escalada. Os ferimentos da guerreira também vão evoluindo seguindo o mesmo avanço que é visto no jogo. O mais impressionante são cenas que parecem ter sido retiradas completamente do game. Entre estas se destaca um momento em que Lara utiliza um velho paraquedas de um avião da segunda guerra. Quem se divertiu com o videogame, como eu, vai acreditar estar de volta aquele desfio.

Tomb Raider - A Origem (4)

 Pés firmes na realidade

O que difere entre o game e o cinema é que o jogo é mais sobrenatural, enquanto o filme tenta manter os pés no chão. Enquanto no final do programa de computador se enfrenta guerreiros milenares, no filme é encontrado uma solução bastante viável para explicar o legado da imperatriz. Isto não diminui a lógica da aventura, apenas diminui um pouco o ritmo da ação. Não é nada que afete a bem construída trama da película, que nos entrega uma aventureira extremamente real que enfrenta terroristas, armadilhas em cavernas e maldições antigas. Tudo no melhor estilo Indiana Jones.

 Para frente que se avança

O universo de Lara Croft é vasto e existe muito ainda para ser explorado. Esperamos que este reebot tenha encontrado o tom certo para a heroína. Que em breve possamos ver uma nova história desta girl-power, evoluindo ainda mais sua experiência de ação chegando logo ao período interpretado por Angelina Jolie.

Tomb Raider - A Origem (5)

 Sem mais recomeços

Com certeza poder reiniciar no videogame é uma boa. Assim podemos reviver a aventura sem erros. Mas no cinema o ideal é que a história consiga ir em frente. Que Alicia Wikander consiga fazer isto e avance com sua Lara Croft, nos trazendo ação e aventuras ainda mais bem elaboradas. A vida real certamente está precisando de um exemplo de boa continuidade. Que a Tomb Raider nos ajude com isto.

Tomb Raider - A Origem (19)

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