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Câncer ginecológico mata mais de 10 mil mulheres por ano no Brasil

Os tumores de ovário, de colo de útero e o de endométrio estão entre os principais tipos de câncer ginecológicos que acometem as mulheres

Por: Ascom
1 - Simpósio Câncer Ginecológico

Os cânceres ginecológicos de ovário, endométrio e colo uterino são responsáveis pela morte de cerca 11 mil mulheres por ano no Brasil. No Rio Grande do Sul (RS), cerca de mil mulheres morrem em decorrência desses cânceres. E na região Norte do RS, são quase 100 mortes por ano. Especialistas nacionais, referências no assunto, abordaram as principais novidades no diagnóstico e tratamento do câncer ginecológico, em evento realizado em Passo Fundo/RS, neste mês de abril (12/04). O 2º Simpósio de Câncer Ginecológico foi promovido pelo Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN).

A presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (Grupo EVA), oncologista clínica Dra. Angélica Rodrigues/MG, ressaltou que as novidades referentes ao câncer ginecológico estão relacionadas à incorporação de novas tecnologias e tratamentos. No câncer de ovário, ela destaca a chegada dos inibidores de PARP para pacientes portadoras de mutação nos genes BRCA.

No câncer de colo de útero, a novidade são os inibidores de angiogênese. Além disso, ela revela que existe a perspectiva da imunoterapia nesta doença, que será um enorme avanço. Entretanto, a oncologista enfatiza ainda que o câncer de colo de útero é uma das doenças evitáveis por meio da vacina contra o HPV e exames ginecológicos anuais com o Papanicolau.

A patologista associada do Laboratório Bacchi e diretora da patologia do Hospital Pérola Byington, Dra. Raquel Civolani Fernandes/SP, abordou aspectos importantes em relação aos cânceres do endométrio e do ovário e ressaltou o papel do patologista no diagnóstico preciso desses cânceres. “O patologista é aquele que fica nos bastidores em contato direto com o oncologista e o cirurgião. O patologista dará todos os critérios, diagnóstico e prognósticos, para a decisão terapêutica”, destacou a palestrante, revelando que o câncer de endométrio não é um único câncer e, com análises moleculares, é possível classificá-lo em quatro grupos com comportamento e prognósticos distintos.

A cirurgia oncológica no câncer ginecológico foi abordada pela a cirurgiã do Hospital Erasto Gartner, em Curitiba, Dra. Audrey Tsunoda/PR, que não conseguiu participar do Simpósio pessoalmente, em razão de problemas no voo que a traria a Passo Fundo. Por videoconferência, Dra. Audrey apresentou os mais modernos recursos tecnológicos empregados neste tipo de câncer, suas vantagens e limitações.

Oncogenética é aliada na prevenção do câncer ginecológico
Cerca de 10% dos cânceres podem decorrer de alterações genéticas hereditárias. No câncer de ovário, por exemplo, os índices são bem superiores. De acordo com a médica geneticista do Hospital São Lucas da PURCS, do Hospital do Câncer Mãe de Deus e do Centro de Tratamento de Câncer, Dra. Daniele Konzen/RS, a identificação dessas pacientes permite a adoção de medidas preventivas, redutoras de risco, que diferem das recomendadas para a população geral, além de exames de rastreamento individualizados. “A suspeita de hereditariedade e indicação para avaliação oncogenética deve surgir especialmente em diagnósticos de câncer em idade mais jovem do que o esperado, câncer em vários membros da família ou vários tipos de câncer na mesma pessoa, além de tipos ‘raros’ de câncer”, explicou a médica geneticista.

Importância de discutir o câncer ginecológico
O 2º Simpósio de Câncer Ginecológico contou com participantes de Passo Fundo e região e teve como objetivo reunir médicos especialistas e em formação, oportunizando atualização e discussão de temas mais recentes e práticas relativas ao cuidado do paciente com câncer ginecológico.

Além disso, a ideia é fomentar a divulgação científica e o intercâmbio entre estudantes, profissionais e instituições envolvidas nesta temática, resultando no melhor atendimento à comunidade. “O câncer ginecológico, incluindo colo do útero, ovário, corpo do útero, entre outros, é o segundo mais frequente entre as mulheres, com mais de 30 mil casos por ano e tem forte impacto na qualidade de vida da mulher. Além disso, importantes avanços têm ocorrido nos últimos anos quanto ao diagnóstico, prevenção e tratamento e, por isso, precisamos disseminar essas novidades”, enfatizou o coordenador geral do Simpósio, o oncologista clínico do CTCAN, Dr. Alvaro Machado.

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