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Casos de exercício ilegal da Oftalmologia são investigados em Erechim

O RS é o segundo Estado em representações desse tipo de fraude no Brasil

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Luiz Carlos Arpini
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Casos de exercício ilegal da Oftalmologia são investigados em Erechim e região.  As fraudes denunciadas pela Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (SORIGS) ao Ministério Público e a polícia acontecem, normalmente, em óticas que oferecem consultas com profissionais não capacitados em troca da aquisição de óculos ou lentes de contato. O RS é o segundo Estado em representações desse tipo de fraude no país.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) já soma 28 representações contra profissionais que exerceram ilegalmente a Oftalmologia aqui no Estado em 2019. Os gaúchos perdem apenas para São Paulo com 38 denuncias. Todos os casos estão tramitando juridicamente e preocupam a SORIGS.

O médico oftalmologista, Jeferson Skzypek, de Erechim, faz um alerta para os riscos dessa fraude. “Temos denúncias dessa prática correndo aqui no nosso município. São profissionais não médicos prestando atendimento Oftalmológico que seria uma atividade restrita ao profissional médico oftalmologista. Esses casos á estão sob investigação. As pessoas precisam entender que antes de usar um óculos ou uma lente de contato é preciso fazer exames para entender o que está acontecendo no olho do paciente para que a lente possa efetivamente auxiliar no problema de visão específico e isso é função exclusiva do Oftalmologista”, explica.

Conforme a SORIGS até 2050 pelo menos 50% da população mundial será de míopes. E essas pessoas podem desenvolver outras patologias como descolamento de retina ou degeneração macular miópica. Quem não receber tratamento adequado corre o risco de ter a sua vida debilitada. “Um médico oftalmologista não vai atender numa ótima ou loja. É importante as pessoas terem consciência do que pode e do que não pode. Esse tipo de procedimento é uma fraude. Então se alguém se sentir lesado pode procurar os órgãos competentes, pode ser a polícia, médicos ou o Ministério Público. Estamos fazendo um trabalho de verificação, de investigação porque é uma fraude. Nesse primeiro momento o intuito é informar a população de que a saúde ocular é de responsabilidade médica. As pessoas precisam preservar a saúde da visão, o bem-estar ocular”, alerta Skzypek.

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