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Simone Krauze

Nutrição

Aditivos alimentares e seus efeitos na saúde humana

Os alimentos sofreram muitas modificações ao passar do tempo devido à correria do dia-a-dia, que criou a necessidade de alimentos práticos, rápidos e que durem mais. A segurança da adição alimentar é feita pelo controle da IDA (Ingestão Diária Aceitável) desenvolvida pelo Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA). No Brasil essa regulação se dá pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), que define os aditivos alimentares como qualquer substância adicionada intencionalmente nos alimentos e que tem como objetivo modificar as características e aumentar a vida útil dos alimentos.

Pesquisas tem mostrado que os aditivos alimentares provocam reações tóxicas, agudas ou crônicas, desencadeando alergias, alterações neurocomportamentais e, em longo prazo, até câncer. Piasini e colaboradores em 2014 realizaram uma pesquisa para analisar a concentração de tartrazina em alimentos consumidos por crianças e adolescentes e observou uma média significativa em grande parte dos alimentos industrializados comuns nessa faixa etária e também que as quantidades de tartrazina encontrada em sucos em pó e em gelatina em pó que se encontravam acima dos valores preconizados pela legislação. Há algum tempo pesquisas tem associado o consumo de alguns corantes alimentares (tartrazina, vermelho ponceau 4R, eritrosina, e outros) com o surgimento de hiperatividade em crianças as quais apresentam hipercinesia (excesso de movimentação), irritabilidade, impulsividade, déficit de atenção e consequentemente dificuldade de aprendizagem e excesso de distração.

Sobre os conservantes, os que mais apresentam reações são os nitritos, nitratos e sulfitos, presentes nos embutidos cárneos. O nitrito é bem mais tóxico que o nitrato, porém o nitrato se reduz a nitrito na corrente sanguínea. O nitrito gera nitrosamina, produto carcinogênico que desencadeia neoplasias gastrointestinais, além de poder agir sobre a hemoglobina impedindo a função normal do transporte de oxigênio.

O glutamato monossódico, (presente em caldos de carne/galinha, legumes) usado como flavorizante em altas doses pode ser tóxico ao sistema nervoso central ocasionando disfunção sexual, obesidade, diabetes, distúrbios de comportamento (hiperatividade, autismo, déficit de atenção e desenvolvimento) e em longo prazo podem desenvolver distúrbios mais sérios como Alzheimer, Parkinson e Mal de Lou Gehrig. Veja alguns tipos de corantes artificiais mais utilizados e seus efeitos conhecidos:

TARTRAZINA – Urticária; reação anafilactoide (reação alérgica sem a presença de anticorpos (sistema imune de defesa), o qual é semelhante anafilaxia causada por reação alérgica de origem imunológica (o qual pode causar a morte por asfixia devido ao inchaço na região da glote (ou da garganta);
ERITROSINA – Fotosensibilidade, eritrodermia, descamação, broncoespasmo, elevação dos níveis totais de hormônios tireoideanos.
AMARELO CREPÚSCULO – Urticária, angioedema, congestão nasal, broncoespasmo, reação não imunológica (anafilactoide), vasculite, vômitos, dor abdominal, náuseas, eructações, indigestão, púrpura, eosinofilia, reação cruzada com AAS, paracetamol, benzoato de sódio.
AMARELO QUINOLINA – Dermatite de contato, broncoespasmo, reação não imunológica (anafilactoide).
VERMELHO 40 – Broncoespasmo, reação não imunológica (anafilactoide)
VERMELHO PONCEAU – Broncoespasmo, reação não imunológica (anafilactóide)
AZUL BRILHANTE – Broncoespasmo, reação não imunológica (anafilactoide)
AZUL ÍNDIGO CARMIM – Dermatite de contato, Broncoespasmo, reação não imunológica (anafilactoide).

Referencias:

SOUZA, R. M. Corantes naturais alimentícios e seus benefícios à saúde. 2012. TCC (Curso de Graduação em Farmácia). Faculdade de Farmácia, UEZO, Rio de Janeiro.

FREITAS, A. S. Tartrazina: uma revisão das propriedades e análises de quantificação. Acta Tecnológica. v. 7, n. 2, p. 65-72, 2012;
PIASINI, A. et al. Análise da Concentração de Tartrazina em Alimentos Consumidos por Crianças e Adolescentes. Revista Uningá, Lajeado, v.19, n.1, pp.14-18, Jul/Set 2014;
ALBUQUERQUE, M.V et al. Educação Alimentar: Uma Proposta de Redução do Consumo de Aditivos Alimentares. Química Nova na Escola. [S.I], v. 34, n. 2, p. 51-57, Maio 2012;

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