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Maicon André Malacarne

Deus não tem controle remoto e não é jogo de Xbox

Parece, às vezes, que gostaríamos de ter uma relação com Deus como num jogo de Xbox. Eu dou o comando, Deus obedece. Eu peço, Ele faz. Por mais que eu ache o jogo bem impressionante, mesmo sem ter as habilidades, a fé nem sempre passa por esse caminho.

Em Deus tudo é graça. Nem sempre entendemos a vontade Dele. O Espírito sopra onde quer, como quer, no tempo que quer. Aqui reside o divino que não pode ser explicado. O sofrimento que passamos pode ser pedagógico, pode ser a gravidez da alegria… mas nem sempre compreendemos isso. Queremos que Deus faça o que “comandamos” no “controle”.

Deus foge de todas as estruturas, de todas as gaiolas, de todas as possibilidades de compreensão. Ele vai além. Ultrapassa. Dribla nossa cabeça fazendo o impossível. E os milagres continuam aparecendo ao nosso lado, em nós, e nós queremos buscar “provas” de que Deus existe.

É melhor abraçar a Deus do que “jogar” com Ele. Abraçar e contemplar é uma atitude de fé e amadurecimento. Há coisas que só vão acontecer no momento de Deus. Não é linear, é processo, é cruz, é caminho, é projeto de vida, é felicidade.

Vamos jogar bastante Xbox e, para Deus, reservemos o amor sem medidas e sem botões.

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