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Conviver com os avós rejuvenesce a alma

Não é por acaso que crianças que convivem com os avós tendem a apresentar maior grau de felicidade, confiança e criatividade.

Por: Lisandra Garcia - Psicóloga Geriatra e Neuropsicóloga
Fotos: Ilustração Internet
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O privilégio de conviver com os avós é algo que rejuvenesce a alma de todos os membros da instituição por excelência que chamamos de Família. Tornar-se avô ou avó traz consigo mudanças em nosso íntimo que não podem ser explicadas através das palavras. É, por assim dizer, a mais rica e sublime troca de experiências entre gerações.

Mas qual seria o papel dos avós? Qual a razão de um dia destinado especialmente a eles? Em minha experiência diária como Psicogeriatra percebo a dimensão da importância dos avós à medida em que eles se tornam, no mais das vezes, um paradigma no seio familiar. Um exemplo a ser seguido. Alguém cuja experiência de vida se torna o norte na tomada de decisões e escolhas por parte de seus descendentes. Espelhar-se nos avós, não raro, é perceber o quanto ainda se pode evoluir.

Demais disso – e não menos importante – ainda há o lado romântico e gracioso de ser avô ou avó: a possibilidade inculpável de “estragar” os netos! Frases típicas como “quando era pai ou mãe não admitia, mas agora que é avô ou avó permite” são as mais comuns… e as mais verdadeiras. Aliás, vamos combinar que essa é a melhor parte!

O passar do tempo anda de mãos dadas com o desenvolvimento humano e a sabedoria adquirida nos mostra que a vida pode – e deve – ser mais leve. E quando tal ensinamento bate a nossa porta, naquele que talvez seja o momento de maior maturidade de nossas vidas, logo ali ao lado estão os netos para, de forma pura, se beneficiarem desta lição tão tardiamente aprendida.

Assim, não é por acaso que crianças que convivem com os avós tendem a apresentar maior grau de felicidade, confiança e criatividade. A sabedoria, o amor e o cuidado dispensados pelos avós à criança têm valiosa importância na construção da personalidade dos pequenos. Por fim, importante salientar que as memórias afetivas que acompanharão a criança abençoada por tal convivência serão, vida afora, de uma riqueza e esplendor muito especiais.

Lisandra Garcia – Psicóloga Geriatra e Neuropsicóloga
CRP 07/22585

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