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Defesa Civil confirma 58 mortes em Brumadinho

O balanço aponta ainda 305 desaparecidos, entre moradores e funcionários da mineradora

Por: Da Redação
Fotos: Agência Reuters/ Corpo de Bombeiros MG
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No último boletim sobre a situação em Brumadinho expedido na noite deste domingo, 27, a Defesa Civil confirmou a morte de 58 pessoas no rompimento da barragem da mineradora Vale, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O balanço aponta ainda 305 desaparecidos, entre moradores e funcionários da mineradora. 192 sobreviventes foram resgatados.

O tenente coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais, disse em entrevista coletiva que o número de mortos deve aumentar, já que há corpos dentro do segundo ônibus encontrado próximo a área administrativa da empresa, mas a quantidade ainda não foi confirmada.

Também na noite deste domingo, o Governo de Minas suspendeu o recebimento de donativos, informando que o material já é suficiente para o socorro das pessoas afetadas.

À tarde, as buscas foram retomadas após terem sido temporariamente interrompidas pelo risco de rompimento de uma outra barragem na região. A interrupção ocorreu depois que uma sirene de segurança foi acionada por volta das 5h30.

De acordo com a Vale, foi verificado um aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem 6. Como medida preventiva, os moradores da região chegaram a ser deslocados para os pontos de encontro determinados previamente no Plano de Emergência. Cerca de 3 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas.

Por volta das 15h, a Defesa Civil informou que o risco de novo rompimento diminuiu. Moradores que tinham sido desalojados foram autorizados a retornarem para suas residências.

O desastre

O rompimento da barragem B1 ocorreu no início da tarde de ontem (25), na Mina Córrego do Feijão. A quantidade de rejeito acumulado na estrutura fez com que uma outra barragem transbordasse. A lama atingiu uma área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco. A barragem estava há mais de três anos inativa, sem receber resíduos. A última auditoria, datada de 10 de janeiro, não apontou nenhuma irregularidade, segundo a mineradora. A Vale ainda não sabe o que motivou o rompimento.

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