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Em audiência no Senado, Moro nega conluio com Dallagnol

Moro negou quebra de isonomia enquanto era juiz e disse que não há ilegalidade na troca de mensagens com coordenador da Lava Jato

Por: Da Redação
Fotos: Sérgio Lima/Poder360
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, negou ter participado de conluio com o coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. As declarações foram dadas em audiência no Senado, nesta quarta-feira (19). As informações foram publicadas pelo são do Poder360, dirigido por Fernando Rodrigues, que publicou reportagem a respeito desse tema.

O ex-juiz ofereceu números aos senadores para negar que houvesse conluio de sua parte com o Ministério Público, entre eles o fato de o MP ter recorrido em 44 das 45 sentenças dadas por Moro. “Indicativo claro de que não existe conluio nenhum, inclusive [existe] divergência”, disse.

Moro se ofereceu para prestar esclarecimentos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa após reportagens do The Intercept com vazamentos de conversas entre Moro e Dallagnol.

O ministro fez uma fala inicial de 23 minutos se defendendo e defendendo a Lava Jato. Disse que a Operação rompeu com “uma tradição da impunidade da grande corrupção”. Segundo Moro, os vazamentos foram coordenados por uma organização criminosa.

O ministro da Justiça disse acreditar em três possíveis motivações para os ataques hackers: a intenção de anular condenações da Lava Jato, inviabilizar investigações em curso ou atacar as instituições.

A maior parte dos senadores fez discursos e questionamentos favoráveis ou neutros em relação a situação do ministro. As questões mais críticas vieram de senadores do PT, que questionaram a isonomia do juiz.

Moro negou quebra de isonomia enquanto era juiz e disse que não há ilegalidade na troca de mensagens com Dallagnol. “Embora não reconheça que as mensagem sejam autênticas várias pessoas lendo essas mensagens não identificaram, ao contrário de todo o sensacionalismo do site, ilegalidades do qualquer espécie de desvio ético”, disse Moro.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que a ida de Moro ao Senado era uma prévia da sabatina pela qual o ministro passará se for indicado ao STF –como foi anunciado e depois negado pelo presidente Jair Bolsonaro. Renan disse que os vazamentos das conversas de Moro “são coisas graves” e disse que o ministro fechou acordos de delação premiada antes da previsão legal do mecanismo.

Na audiência, Moro disse que está acostumado a ataques e evitou o confronto aberto com os principais opositores. “Pensei que saindo da magistratura e assumindo a posição de ministro esse revanchismo, esses ataques ao trabalho do juiz, teriam acabado, mas pelo jeito aqui me enganei”, disse.

Do lado de fora do Congresso, movimentos pró-Lava Jato ergueram o “Super Moro”, boneco inflável do ministro Sergio Moro com as vestimentas do personagem Super-Homem.

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