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Saúde

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Homens jovens são maioria entre infectados por HIV na região

Atualmente não existem mais, necessariamente, grupos de risco

Por: Ascom
Palestrantes Madalozzo e Maciel

Na terça-feira (14), no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, reuniram-se profissionais e representantes dos 33 municípios que compõem a 11.ª Coordenadoria Regional de Saúde, a fim de implementar uma manhã de conhecimentos e atualização acerca do HIV e Aids. O tema “Novos desafios no atendimento do paciente convivendo com HIV e Aids” foi amplamente abordado e discutido durante o encontro promovido pelo Serviço de Assistência Especializada em Infecções Sexualmente Transmissíveis e Aids do Município – SAE IST/AIDS Erechim.

O secretário adjunto da Saúde, Plínio Costa Júnior, realizou a abertura dos trabalhos, ressaltando a real necessidade de ações que consigam abrandar a ocorrência da doença afirmando que “se ela estivesse dominada, não estaríamos tão preocupados, e por este motivo precisamos continuar lutando contra a sua proliferação”.

Na sequência, a coordenadora do Serviço de Assistência Especializada do Município (SAE – Erechim), enfermeira Clarice Maroso, esclareceu a sistemática dos serviços prestados a toda a comunidade, destacando pontos importantes: “em 1993 tivemos o primeiro caso registrado de Aids em Erechim, e, agora, em 2019, conseguimos, com a união de esforços, fazer o primeiro levantamento de dados que englobam todos os municípios que compreendem a região do Alto Uruguai”.

O secretário municipal de Saúde, Dércio Nonemacher completou a representação da Secretaria Municipal de Saúde, após retornar de reunião junto à Secretaria Municipal da Fazenda, aprovando a importância do fortalecimento da saúde preventiva em Erechim e região.

No encontro, a doença em si foi detalhada sob diferentes aspectos pelos médicos infectologistas Vanderlei Madalozzo e Rafael Aguiar Maciel, que destacaram o histórico de progressão do vírus. Os especialistas mostraram que, inicialmente, a doença era restrita a grupos sociais de classes mais elevadas e aos homossexuais. Porém, com o passar dos anos, não existem, necessariamente, grupos de risco. “Hoje o cenário é diferente. Vemos que a Aids atinge todas as classes, a transmissão em mulheres diminuiu e os casos se concentram entre homens jovens”, observou Vanderlei Madalozzo ao discorrer sobre “Situação Epidemiológica HIV/Aids na 11ª CRS.

Já Rafael Maciel, ao abordar “Novos Desafios no Atendimento ao Paciente Convivendo com HIV/Aids”, destacou que a maior dificuldade é vista na manutenção do paciente em tratamento ao longo do tempo: “Descobrir, diagnosticar a doença, disponibilizar assistência adequada, monitorar e manter a regularidade do tratamento é tão importante quanto a qualidade e eficácia dos medicamentos que são oferecidos hoje”.

Outros dados merecem atenção e apontam a proliferação da doença. No Brasil, 866 mil pessoas estão convivendo com o vírus HIV (dados de 2017). Em Erechim, a porcentagem de infectados tem uma média de 61% homens, e 39% mulheres (2018), e a Região Alto Uruguai quase se iguala nos números, ou seja 60% de homens infectados para 40% de mulheres.

E Dércio Nonemacher enfatiza ainda outros pontos de igual importância dentro do atual cenário. “Desde o surgimento da doença, a incidência do vírus em homens entre 15 e 24 anos triplicou, o que acende um alerta para a população masculina. De outra forma, a transmissão em mulheres teve queda significativa nos números, o que, de certa forma, é uma boa notícia, completa o secretário municipal de Saúde.

 

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