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Governo Bolsonaro começa quando?

Os holofotes da “família real” se dá com as polêmicas dos filhos do presidente

Por: Alessandro Dal Zotto
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Quebrando o paradigma da avaliação dos cem dias dos governos, escrevo nos 113 dias do governo Jair Bolsonaro, tentando entender algumas questões que permanecem sem resposta para a sociedade.

Obviamente imaginávamos que o cenário seria este que está posto, não tivemos debate nas eleições de nenhum assunto relevante para o país, ficamos restritos a fakenews nas redes sociais, a inverdades do ´´porte´´ do kit gay, promessas do porte de armas que ainda – ainda bem – não avança, trazendo para a realidade local, foi o mesmo que tirar os ‘’ tapumes do castelinho’’.

Nesse sentido, tivemos até o momento apenas duas iniciativas do governo que merecem atenção, trata-se da PEC 06/2019 ‘’Reforma da previdência” e Projeto de Lei “ Anti Crime” que por sinal, as duas tem uma mesma qualidade, a delegação de poder do presidente aos seus dois homens fortes, os ministros Paulo Guedes e Sergio Moro, no tocante de o próprio presidente assumir que não conhece os temas.

Não seria interessante escrever sobre os cortes nas verbas que seriam gastas, milhões nisso, naquilo e naquele outro, para não desmerecer os 28 anos de mandato de deputado federal do atual presidente, pois sua função era fiscalizar e pelo visto nunca fiscalizou nada, cortar não resolve, só piora as coisas.

Discorrer sobre o mérito das duas propostas não é o propósito do texto em tela, o intuito aqui é fazer uma análise geral em se tratando de governo e não de somente dois assuntos, aliás que são extremamente importantes e demandaria atenção especial.

Tratando-se de ministros já tivemos duas quedas, Gustavo Bebiano ex-ministro da Secretaria Geral de Governo e Ricardo Velez Rodrigues ex-ministro da Educação, o que preocupa e intriga é a forma de como aconteceu os propósitos das exonerações. Bebiano suspeito de atuar na formatação de candidaturas ‘’laranjas na eleição de 2018’’ lembrando que era o braço direito do então candidato Jair Bolsonaro – temos a mesma situação com o ministro do meio ambiente Ricardo Salles, mesma suspeita, mas este se mantém firme e forte, ou seja, dois pesos e duas medidas – e ocupava um espaço importantíssimo. Ricardo Velez na tão falada “Educação” conseguiu criar em menos 100 dias polêmicas diversas, além de ser indicado de Olavo de Carvalho, ex-guru do governo, porque sim, não é mais, pelo menos o presidente diz isso.

Velez durou 12 dias depois de ser esculachado pela dep. Federal Tabata do Amaral do PDT/SP na Comissão de Educação da Câmara Federal, onde disse que o ministro apresentou uma lista de desejos e não um planejamento estratégico. Ainda, o presidente conseguiu criar um “FakeNews” da notícia da jornalista Eliane Catanhedê no programa em Pauta da Globo News.

Aliás, a questão do trato com a imprensa, o governo se supera em não acertar na comunicação, em especial o presidente, outro ponto que aqui na cidade aconteceu e acontece com o governo municipal. O presidente em especial demoniza a imprensa, tudo é “FakeNews”, tudo é contra ele, nesse ponto parto do ditado, ‘’quem tem o defeito, tem o suspeito”. Além de ficar escrevendo asneiras diversas no twitter, ou alguém não lembra do Golden Shower, dentre outras.

Para concluir a questão dos ministros, nem vamos falar da ministra Damares Alves que não vejo as mínimas condições de estar à frente de um ministério tão importante para o país.

Trazendo para o campo da gestão, outra analogia com Erechim que teria uma reforma administrativa e corte de cc´s, redução de secretarias, o governo federal teria 15 ministérios, acabou sendo composto com 22 ministérios, o tal do toma lá dá cá que seria extirpado da política nesse governo, já começou ser executado na largada, assim como agora para votar a PEC da previdência, emendas por votos na câmara federal, ministério por votos na câmara federal.

Os holofotes da “família real” se dá com as polêmicas dos filhos do presidente, vereador, deputado federal e senador, todos eleitos no voto sim, porém não da forma que ele pregava a tal ‘nova política´, ou seja, mais fakenews.

Resultado disso tudo, são questionamentos como cadê o Queiroz, quem mandou dar a facada no presidente, e mais importante de tudo, qual o projeto de país que será apresentado?

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