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Greve dos petroleiros alerta sobre os preços do gás de cozinha e combustíveis

Segundo os petroleiros, os preços praticados sobre o gás, gasolina e diesel não condizem com a realidade nacional, considerando que o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo

Por: Ascom
Fotos: Divulgação
petroleo

Desde o dia 01/02, trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás, integrantes dos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), deram início a uma greve de caráter nacional, que já conta a adesão de mais de 20 mil petroleiros, abrangendo 13 estados brasileiros e mais de 100 unidades do Sistema Petrobrás. Dentre as pautas dos grevistas, está o não fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (FAFEN-PR) – última fábrica nacional – que acarretará na demissão de 1.000 funcionários, caracterizando-se como descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

Os grevistas denunciam o processo de desmonte e sucateamento da Petrobrás, em curso nos últimos anos, com o fechamento de unidades, demissões em massa, venda de refinarias e campos de petróleo e falta de investimentos no sistema.

Outra pauta abordada pela categoria é o alto preço do gás de cozinha, gasolina e diesel. Conforme dados divulgados pelo IBGE, cerca de 18% da população não tem condições de arcar com o elevado custo do gás de cozinha, fazendo com que muitas famílias recorram ao fogão a lenha.

Segundo os petroleiros, os preços praticados sobre o gás, gasolina e diesel não condizem com a realidade nacional, considerando que o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. A contradição se deve à política de reajuste de derivados vigente no país, que obriga a Petrobrás a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar. Assim, uma das reivindicações dos grevistas é a alteração na forma de reajuste dos preços, de forma a possibilitar a comercialização do gás de cozinha a custo de produção nacional, mantendo o lucro da Petrobrás, das distribuidoras e revendedoras, além da arrecadação de impostos nos estados e municípios.

Nos estados da Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram feitos atos de venda de botijões de gás a R$ 40,00. No Espírito Santo, a gasolina foi vendida a R$ 2,00 abaixo do preço praticado nos postos. Segundo dirigentes do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), as ações têm o objetivo de mostrar que o preço do gás da cozinha e combustíveis pode ser mais barato, garantindo o lucro da empresa e um preço justo para a sociedade. Ainda de acordo com os representantes, o movimento grevista, iniciado há 12 dias, não gera impactos na produção nem no abastecimento do mercado.

Em diversos locais do país, estão sendo realizadas plenárias e atos em apoio à greve e tratando da importância da Petrobrás para a soberania nacional. Nesta semana, no Rio Grande do Sul, ocorrem duas plenárias em solidariedade à greve e em defesa da estatal, debatendo também o tema dos preços do gás e combustíveis, sendo uma em Santa Rosa, neste dia 12/02 e outra em Erechim, no dia 14/02, ambas com a presença de dirigentes do Sindipetro-RS.

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