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Instalação de vidros impróprios em prédios pode ser fatal

Empresas ligadas a construção civil devem ficar atentas e proprietários cobrar o cumprimento de normas para guarda-corpos e janela

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Luiz Carlos Arpini
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A morte de um menino de cinco anos ao cair da janela do quinto andar de um prédio em Guarujá, no litoral paulista, em janeiro, acende o alerta para o perigo do uso de vidros impróprios para guarda-corpos de edifícios. Os únicos vidros permitidos para esse caso são o laminado comum ou temperado e o aramado. O desrespeito a uma norma brasileira da construção civil pode ser fatal.

No acidente ocorrido em São Paulo, a criança estava brincando com o irmão mais novo, quando acabou forçando um vidro da janela e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros. A Polícia Civil paulista investiga o fato.

Norma precisa se cumprida 

NBR 7199 – é uma norma que estabelece as regras gerais para a utilização dos vidros na construção civil. Todos os profissionais vidreiros e especificadores de vidro devem segui-la, sem exceção. Conforme o orçamentista da Via Vidros de Erechim, Fábio de Figueiredo, a norma é clara apenas o vidro laminado comum ou temperado e o aramado podem ser usados em guarda-corpo. “As construtoras tem conhecimento das normas. Para guarda-corpos, deve-se usar o vidro laminado (também pode ser temperado laminado) que é formado por duas ou mais lâminas de vidro, fortemente interligadas por uma ou mais camadas intermediárias. Em caso de quebra, os cacos permanecem presos a essa camada, impedindo a abertura do vão, reduzindo o risco de acidentes e ferimentos e mantendo a área fechada e segura até que a substituição do vidro seja realizada. Também pode ser usado o vidro aramado impresso translúcido que tem uma rede metálica de malha quadriculada incorporada à sua massa. Essa rede segura os estilhaços de vidro caso ele se quebre, reduzindo os riscos de ferimentos no momento da quebra até sua substituição”, explica.

A principal função do guarda-corpo é oferecer segurança, tanto das pessoas ao seu redor (contra o risco de queda acidental), quanto de quem está no patamar abaixo de onde ele está instalado. “O vidro laminado comum ou temperado é mais caro que o comum, mas quem vai construir ou até mesmo quem vai comprar um imóvel deve ficar atento a isso.  Segurança não é custo é investimento”, assegura Figueiredo.

Peça avaliação

É difícil identificar se o vidro usado em um prédio é comum ou laminado. Se o proprietário ou morador tiver dúvidas a orientação é buscar uma empresa especializada e fazer uma avaliação. “É difícil diferenciar, mas as empresas do setor podem fazer essa avaliação. Mas é importante destacar que hoje existem leis e normas e elas devem ser respeitadas, independente do custo. A vida não tem preço”, enfatiza o especialista.

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