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Mães que trabalham: sentimentos, conflitos e desejos de muitas mulheres

“Preciso trabalhar como se não tivesse filhos e ser mãe como se não trabalhasse fora”

Por: Cristiane Rhoden/jornalista
Fotos: Arquivo Pessoal
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É Dia da Mulher! Hoje não vou contar a história de uma família que perdeu o filho para o tráfico, dos buracos nas ruas e nem do aumento do combustível ou do gás de cozinha. Neste oito de março quero compartilhar vivências com você que é mãe, trabalha fora e ainda termina o dia fazendo as tarefas de dona de casa. Uma rotina desgastante que, muitas vezes, confunde sentimentos, conflitos e desejos. Ao longo do dia me pego pensando “preciso trabalhar como se não tivesse uma filha e ser mãe como se não trabalhasse fora”. Essa conta não fecha, nunca vai fechar.

Se a grande maioria das mães que trabalha fora se sente culpada e queria mais tempo ao lado dos filhos, é na hora de deixar o bebê pela primeira vez e retornar ao emprego que essa culpa atinge o seu ápice. Afinal, por que a gente se sente assim? Se formos simplificar bem, ficamos culpadas porque ainda temos como ideal o modelo antigo da maternidade, no qual a mulher cuidava da casa e dos filhos (e de si mesma) de maneira impecável e estava sempre muito perto da perfeição. Por querermos, hoje, atingir essa perfeição e ainda ter uma carreira de sucesso, nos sentimos sobrecarregadas, muitas vezes exaustas e, a cada dia, vamos acumulando funções.

Claro que, ao tentar cumprir todos esses papéis, descobrimos que vivemos sem tempo e, infelizmente, não dá para esticá-lo. Então, cansadas e culpadas, se alguém nos perguntar de imediato se quer deixar de trabalhar, a resposta tende a ser sim! Poucos minutos depois, a gente pensa melhor e descobre que talvez não seria feliz se não trabalhasse fora. Assim como não gostaríamos nem um pouco se nossos filhos acordassem de madrugada choramingando “papai, vem aqui…”, em vez de “mamãe”. É, somos geralmente mais rápidas, eficientes, organizadas, etc., etc., etc., mas também somos controladoras e gostamos desse “poder” que temos de sermos mães, profissionais e mulheres independentes. Ufa!

Isso sem contar que essa mulher ainda tem que estar sempre linda, precisa dar atenção ao marido e, em algum momento, quem sabe, achar tempo para ela mesma, para ler, para sair com as amigas, o que acaba sendo a última prioridade, como você bem sabe. É por isso que precisamos de equilíbrio. Colocar na balança sentimentos, conflitos e desejos. Cada um tem seu lugar, seu momento e isso faz parte da vida. Afinal amamos nossos filhos, nossa famílias, nosso trabalho e nosso lar. Quando a possibilidade de mudança não existe, o jeito é conciliar os papéis, se reinventar, buscar alternativas e, claro, sempre o equilíbrio. Afinal de contas ser mãe, profissional e dona de casa são tarefas tão nossas. Feliz Dia da Mulher!!!

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