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Agronegócio

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Mais de 250 produtores rurais, técnicos e engenheiros agrícolas participam do V Fórum Norte Gaúcho do Milho

Evento realizado em Getúlio Vargas contou com palestras técnicas sobre manejo da cultura, mercado e previsão climática

Por: Da Redação
Fotos: Divulgação
Gilberto Tonello falou em nome das entidades organizadoras do evento

Mais de 250 produtores rurais, técnicos agrícolas, engenheiros agrícolas e estudantes participaram, em Getúlio Vargas, nesta sexta-feira, 27 de julho, do V Fórum Norte Gaúcho do Milho. O evento, que foi promovido pela Prefeitura de Getúlio Vargas, Sindicato Rural de Getúlio Vargas, Accias, Emater/RS Ascar, Faculdade Ideal e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas, foi realizado no Centro Comunitário Centenário, das 8 às 16h30min. O encontro de produtores contou com patrocínio da Sicredi Estação, Pioneer e Olfar, e apoio de Cotrijal, Cooperalfa, Santa Clara, Faculdade Ideau e Brevant Sementes.

A solenidade de abertura contou com a presença do Prefeito de Getúlio Vargas, Mauricio Soligo; do Presidente do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, Sidnei Beledeli;  do Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ademar José Rigon; do Diretor de Agronegócios da ACCIAS, Luiz Carlos da Silva; do Gerente do Escritório Regional da Emater/ Ascar/RS, Gilberto Tonello; do Coordenador do Curso de Agronomia da Faculdade Ideau, professor Ronaldo Meirelles; do presidente da Sicredi Estação, Euzébio José Rodigheiro; e do engenheiro agrônomo Paulo Edgar da Silva, representando a Associação dos Engenheiros Agrônomos da Regional Getúlio Vargas. Gilberto Tonello e o prefeito Mauricio Soligo fizeram os pronunciamentos na cerimônia, destacando a importância do evento para o aumento da produtividade na região.

PREVISÃO DE POSSÍVEL EL NINHO

A primeira palestra foi do Meteorologista, Flávio Varone, que apresentou a previsão climática para a primavera e verão no Rio Grande do Sul. Ele falou sobre as condições ocorridas  – chuva e temperatura máxima e mínima de agosto de 2017 a junho deste ano, focando nos três estados do Sul e em Getúlio Vargas; as condições atuais e evolução recente levando em consideração a temperatura da superfície do mar (TSM); o índice oceânico; a previsão da temperatura da superfície do mar; e a previsão desta temperatura. O meteorologista também mostrou um histórico de episódios de El Niño e La Niña baseado nos valores de ONI (Índice Oceânico Niño) e as tendências para os próximos meses de precipitação e temperatura.

Segundo Flávio Varone, poderemos ter um possível evento El Niño (Anomalias Quentes de TSM). Conforme falou Varone, a tendência para os próximos meses são as seguintes: Agosto úmido e frio, com chuva acima da média; Primavera com chuva e temperaturas acima da normal; Estabelecimento do El Niño poderá provocar fenômenos meteorológicos extremos (chuva intensa, ventos fortes, granizo…); e Provavelmente o Verão deverá ser mais quente e úmido.

2018 – ANO DO MILHO SAFRA

A segunda palestra foi do engenheiro agrônomo e Mestre em Produção Vegetal, Luiz Gustavo Floss, que falou sobre Milho, caminhos para alta produtividade, focando em fisiologia e manejo. Ele iniciou apresentando um cenário mundial e nacional, oferta e demanda de milho e afirmou que 2018 é o ano do milho safra.

Apresentou uma escada da alta produtividade com seus seis degraus: 1. Equilíbrio químico e físico do solo, destacando a necessidade da rotação de culturas; 2. Adubação Equilibrada, de acordo com a produtividade desejada, macronutrientes e micronutrientes; 3. Genética adequada – Híbrido X Época de semeadura X Densidade de plantas; 4. Manejo fitossanitário – plantas daninhas, pragas e doenças; 5. Equilíbrio hormonal das plantas – uso de bioativadores e bioestimulantes; 6. Equilíbrio biológico do solo – Incremento de microrganismos para melhoria química e física do solo. Ainda falou sobre planejamento de semeadura, espaçamento entre linhas, densidade e qualidade de semeadura, posição da semente, formação da planta e sistemas de produção no Brasil.

            IMPORTÂNCIA DO MILHO NA ROTAÇÃO DE CULTURAS

Em seguida, foi a vez do Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia – Solos e Nutrição de Plantas, Elmar Luiz Floss,  palestrar sobre Ecofisiologia e Nutrição de milho para altos rendimentos. Ele iniciou sua manifestação destacando o que chamou de oportunidades para cultivo do milho que são demanda crescente no mercado interno; exportações crescentes; preço bom; e prognósticos climáticos favoráveis. Floss foi categórico em enaltecer a importância do milho no sistema de produção, destacando a importância agronômica – rotação de culturas, consolidação do sistema de semeadura direta; a busca de maior potencial de rendimento; o aumento da rentabilidade da propriedade; e o efeito no rendimento da soja. Ele também destacou os benefícios do milho para a rotação de culturas, apresentando dados de estudos e a diferença de produtividade de soja pós soja x soja pós milho.

Para Floss, os fatores essenciais para alto rendimento do milho são: híbridos com alto potencial genético e adaptabilidade à região e época de semeadura; qualidade da semente (vigor) e tratamento adequado; solos com boas propriedades físicas, químicas e biológicas; qualidade da semeadura (densidade, velocidade e profundidade); adubação equilibrada (macro e micronutrientes); controle rigoroso de plantas daninhas, pragas e moléstias; e colheita antecipada.

O Doutor em Agronomia ainda relatou os principais fatores limitantes ao rendimento do milho: plantio de apenas um híbrido numa mesma época; baixa densidade de plantas (alta velocidade de semeadura, solo frio, muita profundidade, pragas de solo); falta de cobertura (palhada) no solo; adubação nitrogenada abaixo do necessário; estiagens; salinidade devido ao potássio na linha; e deficiência de  zinco, molibdênio e boro no solo.

Ao concluir ele recomendou: utilizar híbridos de acordo com o nível de tecnologia utilizado; cuidado com a densidade de plantas; evitar excesso de calagem em superfície na semeadura direta; adubação nitrogenada adequada (dose e época); diversificar épocas de semeadura; diversificar híbridos de diferentes ciclos; e realizar adubação verde.

MERCADO

O Economista Chefe da Farsul, Mestre em Economia Aplicada e Doutor em Economia, Antonio da Luz, explanou sobre Análise e Perspectivas para o Mercado do Milho 2018/2019. De acordo com o palestrante, em nível mundial há uma retomada da produção, mas ainda em níveis longe do recorde. Os baixos preços do milho no mercado internacional têm desestimulado a produção nos EUA. Já o consumo deve ser recorde e não para de crescer. Segundo ele, o consumo segue sendo guiado pela China. Ele informou que faltou milho em 2018 e deve faltar novamente em 2019, reduzindo os estoques; e somente o Brasil pode mudar esse cenário. Conforme disse, os estoques mundiais estão em queda novamente e isso torna o panorama do preço mais firme.

Segundo ele, o milho ainda tem fundamentos bem sólidos em nível mundial, entretanto, as turbulências causadas pela guerra comercial podem diminuir o apetite, tanto no curto quanto no longo prazos. No Brasil, conforme falou, temos um cenário bom para 2019, mas não é ótimo como foi o de 2018. “Temos uma expectativa de produção maior e de elevação de estoques e temos uma crise grave no setor de suínos e aves”, sentenciou. Antonio da Luz ainda destacou as turbulências cambiais que dão o tom das exportações e criticou o tabelamento absurdo do frete. Conforme falou, há incertezas sobre o orçamento do ano que vem para política de comercialização.

Finalizando as palestras, o engenheiro agrônomo e Mestre e Doutor em Entomologia, Leandro do Prado Ribeiro, falou sobre Manejo de Doenças na Busca de Altas Produtividades. Ele iniciou sua apresentação explanando sobre as pragas iniciais e os componentes de rendimento e manejo em pré-semeadura. Ele falou sobre percevejos em milho: espécies, danos (período crítico) e aspectos bioecológicos e comportamentais e as estratégias de manejo destes percevejos e concluiu com a  Lagarta-do-cartucho: a biotecnologia e as boas práticas agrícolas. Ele finalizou falando sobre cultivos Bt e boas práticas agrícolas, entre elas a dessecação antecipada, uso de sementes certificadas, tratamento de sementes, área de refúgio, controle de plantas daninhas e voluntárias, monitoramento de pragas

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