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Agronegócio

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Mais de 400 participantes no VI Fórum Norte Gaúcho da Soja

Evento realizado em Ipiranga do Sul também anunciou ou vencedores do 2º Concurso Regional de Produtividade da Soja 2018/2019

Por: Ascom
Mais de 400 produtores rurais, técnicos agrícolas e agrônomos participaram do VI Fórum da Soja

Mais de 400 pessoas entre produtores rurais, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e estudantes participaram do VI Fórum Norte Gaúcho da Soja realizado na sexta-feira, 27, no Centro Esportivo Municipal de Ipiranga do Sul. A mesa de autoridades da abertura oficial foi composta por representantes das entidades promotoras do evento: Prefeito de Ipiranga do Sul, Mário Luiz Ceron; vice-prefeito de Ipiranga do Sul, Marco Antonio Sana; presidente do Sindicato Rural de Getúlio Vargas, Sidnei Beledeli; vice-presidente da Associação Comercial, Cultural, Industrial, de Agropecuária e de Serviços de Getúlio Vargas, Geverson Zimmerman; gerente regional da Emater/RS Ascar, Gilberto Tonello; e o coordenador do Curso de Agronomia da Faculdade Ideau, Ronaldo Meirelles.

Durante todo o dia, foram apresentadas palestras técnicas sobre controle de doenças, manejo de podridão radicular de fitóftora em soja, compactação e adensamento do solo – caracterização, solução e prevenção, resultados do ensaio de cultivares em rede de soja Safra 2018/2019 – Região Norte do Estado do RS, e análise e perspectivas para o mercado de soja.

Com a proposta de trazer informações estratégicas e técnicas sobre a cadeia produtiva da soja, o presidente do Sindicato Rural, Sidnei Beledeli, afirmou na solenidade de abertura que “a maior recompensa é ver a expressiva participação dos agricultores e profissionais da área”. O prefeito de Ipiranga, Mario Luiz Ceron, destacou que o agronegócio é um setor que se destaca na economia. O Brasil irá produzir, até 2050, 40% da demanda mundial de alimentos e o será o principal exportador do grão. “Precisamos acreditar no agro e fazer a nossa parte bem feita, investindo em tecnologias e buscando atualizar o conhecimento. Este evento tem esta intenção de ajudá-los a tomar as melhores decisões na formação das lavouras e alcançar a máxima produtividade”, comentou o prefeito.

CONCURSO DE PRODUTIVIDADE

A 6ª edição do Fórum Norte Gaúcho da Soja também anunciou os grandes vencedores do 2º Concurso Regional de Produtividade de Soja 2018/2019, uma iniciativa do Fórum Norte Gaúcho da Soja, com o objetivo de criar um ambiente que estimule os sojicultores a desafiar seus conhecimentos e incentivar o desenvolvimento de práticas de cultivo inovadoras, que possibilitem extrair o potencial máximo da cultura, com sustentabilidade e rentabilidade.

Esta segunda edição foram avaliadas 22 lavouras com áreas de até dois hectares por talhão.  O concurso foi auditado pelas entidades organizadoras do Fórum com a colaboração especial da Emater-Ascar/RS. O período de acompanhamento das colheitas foi de 16 de março a 2 de abril de 2019. “É uma forma de reconhecer os produtores que aplicam as tecnologias e os conhecimentos obtidos no Fórum”, disse o chefe do Escritório da Emater – Ascar/RS de Ipiranga do Sul, Bruno Utermol.

São esses os grandes campeões: de Floriano Peixoto, com 89,56 sc/ha – Nédio Mientkeviz; de Estação, com 90,07 sc/ha – Neri Londero; de Erebango, com 91,28 sc/ha – Leandro Moretto Tyburski; de Getúlio Vargas, com 95,67 sc/ha – Gleison Pase; e de Ipiranga do Sul e grande campeão com 100,16 sc/ha – Jandir Martinelli. Além de troféu, o grande campeão ganhou uma estadia completa nas Termas de Piratuba/SC, com acompanhante.

CONTROLE DE DOENÇAS

O primeiro palestrante foi o engenheiro agrônomo, Doutor em Fitopatologia, Dr. Carlos Alberto Forcelini, que explanou sobre “Doenças da Soja: Preparação para a Safra de Soja 2020”, apresentando novidades em tratamento antecipado com fungicidas. Segundo ele, as principais doenças avaliadas na última safra foram a ferrugem e as manchas folhares.

De acordo com Forcelini, testes recentes com aplicação de fungicidas juntamente nas aplicações iniciais de herbicidas demonstraram resultados surpreendentes. “A intenção foi avaliar a produtividade da soja com tratamento antecipado de fungicidas. Os testes foram iniciados em 2018, e as análises mostraram variação de 1 até 15 sacas por hectare. Isso revelou que alguns fungicidas incrementaram muito, principalmente os produtos combinados com triazóis e estrobilurinas.  São fungicidas com custo acessível. Ficamos surpresos com os resultados”, disse o doutor.

      MOFO BRANCO

A segunda palestrante foi a Engenheira Agrônoma, Mestre em Fitotecnia, Leila Maria Costamilan, que palestrou sobre “Manejo de Podridão Radicular de Fitóftora em Soja”. A pesquisadora da Embrapa Trigo iniciou sua fala com uma pergunta: “É possível evitar o replantio depois do aparecimento da fitóftora? Segundo ela, a resposta é não e muitas vezes chega ser feito duas ou três vezes o replantio. “Após o aparecimento da podridão radicular causado pela fitóftora em soja, as chances de replantio são grandes”, afirmou. Ela esclareceu dúvidas sobre esta doença, que na safra 2018/2019 foi intensa devido períodos de chuva em setembro, outubro e novembro.

Segundo a pesquisadora, houveram muitos replantios e prejuízos. Ela destacou os sintomas da doença e o manejo. “O que provoca a morte da planta são micro-organismo do solo, que aguardam uma cultivar suscetível, um solo compactado, sem rotação de cultura e períodos prolongados de chuvas”, explicou. De acordo com Leila, a doença na região de Passo Fundo teve os primeiros registros em 1993 com picos de aparecimento em 2005. Desde lá os detentores de sementes estão prestando atenção e realizando estudos para obtenção de cultivares mais resistentes a esta doença.

COMPACTAÇÃO E ADENSAMENTO DE SOLO

No final da manhã, foi a vez do engenheiro agrônomo José Eloir Denardin, palestrar sobre “Compactação e Adensamento do Solo – Caracterização, Solução e Prevenção”. Na palestra, o Mestre em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental e Doutor em Agronomia, com concentração em Solos e Nutrição de Plantas, José Eloir Denardin, defendeu o retorno do sistema de plantio direto que era preconizado a partir de 1986 e que foi praticado até os anos 90 e reforçou a importância da realização da análise do solo periódica para se ter um histórico de fertilidade e poder planejar a sua lavoura. Durante sua explanação, ele promoveu uma reflexão relativa à geração e adoção de tecnologia na agricultura, diferenciou Plantio Direto de Sistema Plantio Direto, conceituou sistema agrícola produtivo e modelo de produção, enfatizando suas relações com a interpretação e fertilidade do solo. Denardin ainda descreveu cenários decorrentes do Plantio Direto em detrimento do Sistema de Plantio Direto e discutiu técnicas para solucionar e prevenir a degradação do solo.0

Segundo ele, a compactação e o adensamento de solo é uma consequência da adoção imprecisa do sistema do plantio direto e do abandono da diversificação de culturas. Conforme falou, “estamos apenas praticando a soja com cereal de inverno, ou soja e pousio, e isso levou o solo à uma degradação, a uma compactação e adensamento. Na sua avaliação, a associação de não se ter raízes e palha suficientes, associado ao uso de calcário e cloreto de potássio na superfície do solo, levou o solo ao adensamento. Ele ainda citou como causa de compactação a integração lavoura/pecuária, que também tem problema de manejo, com tráfego de máquinas e animais.

Para o especialista, uma solução é a recuperação do solo de zero a 20 cm de profundidade, revolvendo essa terra – sugeriu o uso de arado -,  incorporar calcário, fósforo, potássio e mudar completamente o plano de culturas dentro da propriedade rural. “Se isso não acontecer, vamos perder produtividade”, destacou. Denardin repassou dados da Conab que atestam que a produtividade de soja no Rio Grande do Sul é menos de 50 sacas/ha e o custo total está acima de 60 sacas/ha.

OLFAR

Logo após o almoço, o VI Fórum Norte Gaúcho da Soja abriu espaço para uma apresentação da Olfar S/A Alimento e Energia, Patrocinadora Diamante do evento. Após a apresentação de um audiovisual, conversaram com o público o Diretor de Originação, Paulo Roberto Dumke, e o Gerente de Insumos Agrícolas, Milton César Sfreddo, sobre as novidades da empresa para a produção de soja.

ENSAIO DE CULTIVARES

Em seguida, a Engenheira Agrônoma, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade de Passo Fundo e coordenadora da Unidade de Pesquisa da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl, apresentou os resultados do Ensaio de Cultivares em Rede de Soja Safra 2018/2019 – Região Norte do Estado do RS.

Encerrando as palestras, o economista chefe da Farsul, Mestre em Economia e Doutorando em Economia do Desenvolvimento, Antônio da Luz, apresentou uma “Análise e Perspectivas para o Mercado de Soja”. Segundo ele, o Brasil continuará sendo o maior exportador mundial de soja. Em 2019, EUA reduziu as exportações, reflexo da guerra comercial com a China. Também houve redução das importações mundiais em 2019, principalmente em função da peste suína africana na China. Conforme falou, em 2019, EUA deve acumular estoques 2,3 vezes maiores que no ano passado, devido à redução das exportações para China (guerra comercial). E, em 2020, demanda maior que a oferta deve resultar em menores estoques em todos os países observados, exceto no Brasil.  “Neste mês, a expectativa para os estoques mundiais caiu em relação ao relatório anterior: queda de 2,6 milhões de toneladas; porém, não se observou grande efeito no preço internacional. Os preços seguem em patamares inferiores que o mesmo período do ano passado, reflexo da guerra comercial EUA-China”, explanou.

No Brasil, apesar da expansão da área plantada, a produtividade caiu de: 3.470 kg/ha para: 3.260 kg/ha. Para 2020, o economista projeta maior área plantada (+3%) e ganhos de produtividade (+2%). Segundo Antônio da Luz, está havendo um descolamento entre os preços em Chicago e no Brasil. Ao finalizar, afirmou que o valor do prêmio pago no porto tem variado a medida em que o cenário entre EUA e China varia. E aconselhou aos produtores a não esperarem muito pelo aumento do preço do grão, que poderá não acontecer.

Foram patrocinadores do evento a Olfar como Patrocinador Diamante, Sicredi, Bayer, Banco do Brasil, Cotrijal, Ubifol, Pioneer e Aerodinâmica.

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