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Saúde

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Médico revela que Erechim enfrenta uma epidemia da doença conhecida como mão,pé, boca

A enfermidade atinge principalmente crianças em idade escolar, é altamente contagiosa, exige tratamento médico e isolamento

Por: Paloma Mocellin
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A doença é causada pelo vírus Coxsackie. Sua  principal característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, nas mãos e no interior da garganta. O quadro geralmente tem início com febre, que pode ser alta por pelo menos dois a três dias. E somente depois é que as lesões começam a aparecer. É uma síndrome contagiosa onde as crianças com menos de cinco anos de idade são as mais suscetíveis. “Estamos com uma incidência nesse inverno que normalmente ocorre na primavera. Algumas lesões chegam além de pés, mãos e boca, muitas aparecem nas coxas, pernas. O alerta é: se teu filho ta com febre não mande ele para escola. Ciclos que duram uma semana pelo menos, mas as lesões de pele podem durar até 15 dias. E a novidade e que alerta, é que muitas crianças podem perder a unha. Aumentaram muito as consultas por esse motivo. Erechim e região está vivendo uma epidemia desse vírus. Acho que as férias de julho sejam bem positivas para isso acalmar. O que mais preocupa é que muitos mais mandam para escola, mesmo com a criança febril. E aí espalha muito rápido”, relata o médico pediatra Alberto André Schmidt.

A preocupação é tão grande, que Tatiane redobrou os cuidados com os filhos, buscou ajuda médica e cumpriu com todas as orientações. Hoje Mateus e Davi estão curados. Mas a mãe segue em alerta. “Precisa segurar a criança pelo menos de sete a dez dias em casa e isso vai passando por muitas crianças. E talvez os pais não se dêem por conta, pode parecer picada de mosquito, formiga, mas pode ir para boca e garganta. Eu consegui controlar os dois sem ter febre, mas o meu pequeno não conseguia colocar o calçado, nem meia. Isso se multiplica muito rápido”, disse a mãe Tatiane Solgane Szura.

Situação preocupa tanto que em diversas cidades, como por exemplo em Passo Fundo, onde aulas de uma escola infantil foram suspensas pela grande quantidade de casos do vírus na escola. Mas o assunto foi registrado também a nível de País. Em uma escola de São Paulo, por exemplo, foi preciso liberar os alunos por dois dias para que a creche recebesse serviços de desinfecção. Em Cuiabá são registrados pelo menos um caso por semana.

Alerta que vale para os pais e professores. Adolescentes e adultos também  podem ser infectados. E o contágio da doença não deixa a pessoa imune a pega-la mais uma vez.

CARLA GOULART
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