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Municípios da região devem aderir a programas de alfabetização

No Brasil, 12,8 milhões de jovens e adultos não são alfabetizados

Por: Paloma Mocellin
Fotos: Divulgação
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O Ministério da Educação prorrogou até 6 de março o prazo para que estados e municípios possam aderir ao programa Brasil Alfabetizado. Segundo a pasta, a ideia é atender prefeituras e estados com dificuldade de acesso à internet, além de contemplar novos gestores que assumiram as secretarias de educação este ano. Até o momento, mais de 700 localidades, entre estados e municípios, já fizeram inscrição no programa.

Este ano, o Brasil Alfabetizado vai atender 250 mil pessoas a partir de 15 anos de idade. O programa é considerado pelo governo federal como porta de acesso para a alfabetização de jovens, adultos e idosos, com atendimento prioritário a municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo – 90% deles na Região Nordeste.

Segundo a coordenadora do conselho dos secretários municipais de educação da região da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), Isabel Ramsch, o programa deve estar entre as opções dos municípios juntamente com o Programa Alfa, ministrado pelo Senar, que oferece para adultos que vivem em zonas rurais com baixa escolaridade a oportunidade de aprender a ler e escrever. Em 2015, 50 sindicatos rurais foram parceiros do programa.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) apontam que, no Brasil, 12,8 milhões de jovens e adultos com 15 anos de idade ou mais não são alfabetizados. O número representa 8% de toda a população nessa faixa etária.

No Rio Grande do Sul, entre 2001 e 2006, a taxa de analfabetismo passou de 6,2% para 5,2%, representando a metade da taxa nacional. Essa redução de um ponto percentual correspondeu a uma diminuição de 478.000 para 440.000 analfabetos.

Todos os munícios buscam trabalhar com os programas oferecidos pelo Governo Federal, o Brasil Alfabetizado e o Alfa que é muito usado nos municípios do interior são boas opções que devem estar entre as ações das secretarias de educação e assistência social de toda a região”, enfatizou Isabel.

Ainda segundo a coordenadora esse tipo de trabalho traz um grande resultado não somente para a comunidade mas também para o município que melhora seus números diante do IBGE. “Oportunizar a escolaridade já é uma grande obrigação dos setores, por tanto esses programas tem trazido grandes resultados e oportunidades aos mais carentes”, enfatizou.

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