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Novos casos de Aids dobram no Alto Uruguai

A maioria dos contaminados são homem jovens

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: EBC
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No mês de conscientização, prevenção e combate à Aids o alerta no Alto Uruguai é para o aumento de novos casos de HIV positivo. Segundo o Serviço de Assistência Especializada de Erechim, em 2018 foram registrados 20 novos casos da doença. Neste ano o número subiu para 39. Os mais afetados são homens jovens.

Em 2019 a cada 10 dias um novo caso de HIV positivo foi diagnosticado. Uma realidade que, de acordo com o médico infectologista, Vanderlei Augusto Madalozzo,  preocupa. “Temos duas situações bem claras. Primeiro o abandono das medidas de prevenção. O uso de preservativo e o não compartilhamento de seringas foram meio que deixado de lado pelos pacientes especialmente porque a doença se tornou uma doença crônica. Eu sempre digo que hoje uma pessoa com HIV/Aids é como uma pessoa que tem diabetes ou hipertensão. Ela tem a doença e vai conseguir controlar a enfermidade com medicamento e vai ter uma vida praticamente norma,. Só que isso é um pouco ilusório porque mesmo que eu tenha uma vida teoricamente normal, eu vou ser um paciente com uma doença pro resto da vida, eu vou ter que ter alguns cuidados, eu vou passar minha vida inteira fazendo exames, vou passar minha vida inteira tomando remédio. Na realidade é uma coisa assim meio sem lógica. Eu não vou me cuidar porque eu vou me tratar depois. Então, o melhor é tu se cuidar antes e evitar a contaminação”, explica.

O crescimento da doença aqui no Alto Uruguai dobrou. A maior parte dos doentes é de Erechim. O Brasil, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Unaids, a agência da ONU especializada na epidemia, apresentou um aumento de 21% no número de novos casos de Aids. Do início dos anos 80, começo da epidemia até hoje a evolução das pesquisas mudaram desde o tratamento até as formas de prevenção, no entanto o número de casos não reduz como esperado, a diminuição do uso da camisinha é um dos fatores. “O que ta faltando é uma conscientização das pessoas sobre o risco de se contrair o HIV. E isso não é uma situação só de Erechim. É uma realidade em todo país e principalmente de pessoas jovens que são as pessoas que deveriam se preocupa e se cuidar mais”, alerta o infectologista.

O Ministério da Saúde estima que mais de oitocentas mil pessoas vivam com o vírus HIV no Brasil. Dessas, cerca de cento e trinta e cinco mil não sabem que estão contaminadas.

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