PUBLICIDADE

Vida

Publicidade

O papel da Testosterona na hipertrofia muscular

Considerada um “hormônio masculino”, a Testosterona também é encontrada em mulheres.

Por: Drª Angela Dorigoni
testosterona

Muito se houve falar entre praticantes de musculação sobre um hormônio derivado do colesterol e produzido naturalmente pelo organismo chamado testosterona. Depois de passar pelas etapas de pregnenolona e androstenediona, dá lugar a pequenas quantidades de estradiol (estrógeno), destacando a testosterona pela alta atividade e elevada concentração no plasma.

Primeiramente vamos entender porque a testosterona, hormônio de ação virilizante e anabólica, é considerada o maior responsável pela construção da massa magra dos indivíduos.

A testosterona e outros andrógenos tem efeito em praticamente todos os tecidos. Estas ações metabólicas são do tipo anabolizante e adquire alta importância fisiológica. Favorecem a retenção de nitrogênio (balanço nitrogenado positivo) a nível de todos os tecidos, particularmente do músculo esquelético, do coração, do osso e do tecido colágeno em geral. Após a aceleração do anabolismo protéico, nos tecidos mineralizados, há importante retenção de cálcio, e junto com a retenção de nitrogênio no músculo captam-se potássio, magnésio, sódio, fósforo e enxofre.
Este hormônio que se encontra em média 20% livre, sem ligação com proteínas, se liga ao receptor androgênico muscular, que por sua vez, ativa a expressão gênica responsável pela hipertrofia muscular.

Os efeitos anabolizantes se referem a tecidos não-sexuais, sendo os de maior magnitude:
👉 Retenção nitrogenada e de sais minerais;
👉 Aumento da massa protéica (hipertrofia muscular);
👉 Eleva a taxa metabólica oxibiótica e eritrocitária;
👉 Reduz o catabolismo protéico.

É importante salientar que dependendo da quantidade de testosterona, ela pode ser convertida em Dihidrostestosterona (DHT) e Estradiol por ação de enzimas. Inibir a conversão estrogênica da testosterona, bloqueando a ação das enzimas denominadas aromatases, pode ter um papel imprescindível no processo de hipertrofia.

Percebe-se por características clínicas o excesso de estrogênio em homens, que é caracterizado principalmente por acúmulo de gordura nas costas e região peitoral, dificuldade na hipertrofia muscular, retenção hídrica e queda na libido. Para isso, existe no mercado alternativas de fitoterápicos ou nutracêuticos que exercem a função de Inibidores de Aromatase (IAs). Desta forma, suprime-se os níveis de estrogênio e aumenta-se a testosterona endógena livre. Entre os produtos destacam-se alguns polifenóis (Flavonóide Crisina, Quercetina, Resveratrol, Apigenina) ou ervas (Chá verde, lúpulo, Pygeum, Epilobium).

A quantidade de testosterona é um fator limitante para o ganho de massa muscular porque não é possível ganhar mais músculos se os níveis de testosterona não estão equilibrados. Ainda que seja considerado um “hormônio masculino” (10x a mais em homens) é encontrado tanto em homens como em mulheres.

Cabe ressaltar que situações de stress, cansaço, exagero em exercícios (Podem levar a um overtraining), liberam um hormônio de efeito antagônico à testosterona, o Cortisol, ele além de ser catabólico, também provoca a redução de Testosterona e hGH no organismo.

Dietas restritivas, baixa ingestão de gorduras poli e monoinsaturadas (ômegas 3, 6 e 9) , dormir mal ou pouco, dietas com alta ingestão de carboidratos simples (de alto índice Glicêmico) também atrapalham e muito na manutenção dos níveis mais altos de testosterona.

angela dorigoni

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Publicidade