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Oficina trabalha manejos e boas práticas de recuperação de Faixa Ciliar

Este projeto, que conta com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural - EMATER-RS, equipe Co-Gestora do Parque Estadual Fritz Plaumann – ECOPEF e família Corioletti, aconteceu em outubro

Por: Assecom
Fotos: Divulgação
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Uma iniciativa do Centro de Divulgação Ambiental (CDA), do Consórcio Itá, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e de Educação de Severiano de Almeida, culminou com a realização da oficina sobre Modelos de Restauração da Faixa de Vegetação Ciliar e Nascentes.

Este projeto, que conta com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER-RS, equipe Co-Gestora do Parque Estadual Fritz Plaumann – ECOPEF e família Corioletti, aconteceu em outubro.

A apresentação do conteúdo técnico e teórico aconteceu na Câmara de Vereadores de Severiano de Almeida, voltada para técnicos, estudantes, professores e servidores da prefeitura municipal. O educador ambiental do CDA, Jusselei Edson Perin, falou sobre a importância da Faixa Ciliar e citou ações para a recuperação de áreas degradadas e cuidados na realização do plantio.

Rafael Leão, gestor da Ecopef, trouxe o exemplo do projeto piloto desenvolvido com a comunidade para recuperação do Lajeado Cruzeiro, em Concórdia (SC). Já Ladi Burin, da Emater-RS, abordou as ações para a proteção da nascente, que recebe neste momento a ação da Oficina com o CDA.

Propriedade Modelo

A propriedade da família Corioletti, em Linha Doze, em Severiano de Almeida, possuía uma nascente desprotegida, com acúmulo de resíduos orgânicos, circulação de animais e água com a qualidade comprometida. O trabalho no local visou dar as condições necessárias para que a nascente fosse preservada e a água armazenada. Desta forma, servindo para a dessedentação animal e usos gerais na propriedade.

Atividade desenvolvida no dia 11 /09/2018 com a limpeza da fonte e colocação dos tubos e demais materiais – 1º etapa projeto

Nas intervenções anteriores o espaço foi cercado e a nascente protegida. Dois tubos de concreto (1 metro de diâmetro cada), tendo ainda auxilio de pedra brita e lona preta 200 micra (6 x 8 metros), foram colocados verticalmente no olho da nascente, fazendo um poço d’água. Agora, na ação de outubro, foi feito o plantio de mudas nativas com o objetivo de proteger a fonte. Um total de 38 pessoas estiveram envolvidas nos trabalhos na propriedade, sendo 20 alunos da Escola Municipal de Ensino Fioravante Lorini. Foram usadas quatro técnicas de restauração no local: Plantio de mudas; Poleiros; Núcleo de Galharia e Serapilheira.

A partir da atividade agora cabe aos proprietários fazer a manutenção do local, contando com a assessoria técnica das entidades envolvidas. A ideia é voltar na área com as mesmas turmas em junho de 2019, como ação da Semana do Meio Ambiente, para verificar como está o processo de recuperação da Faixa Ciliar.

A importância da preservação

A família de Helena Corioletti mora na propriedade onde está localizada a nascente que sofreu a intervenção. Ela afirma que a água é muito importante para a atividade agropecuária. Antes da intervenção, a água brotava do solo há cerca de cinco anos, mas não era utilizada na propriedade. “O que foi feito na nascente é muito importante para nós e vai proporcionar aos animais uma água limpa e boa para beber”, explica Helena. Ela ainda complementa: “Se dependesse de nós para fazer essa ação, seria difícil. No verão o nível da água baixa e precisamos pensar em preservar para ela não faltar”, finaliza.

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