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Participar ou calar?

Queremos as transformações para melhor o quanto antes, para termos qualidade de vida

Por: Alessandro Dal Zotto
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Gosto muito de ler Mario Sérgio Cortella, na obra “Política para não ser idiota”, escrita em parceria com o Renato Janine Ribeiro, ele deixa uma reflexão importante ‘’Os ausentes nunca têm razão”, penso que esta frase tem muita força para o momento que vivemos no país, em especial a eleição de outubro.

Analiso o cenário de desesperança sentido pelo cidadão brasileiro, que coberto de razão não consegue entender – ou melhor aceitar – porque as dificuldades aumentam dia a dia, o desemprego, a violência, a corrupção e tantos outros despropósitos que somos sabedores, em contrapartida o imposto arrecadado é salgado, aliás cada vez mais salgado.

Queremos as transformações para melhor o quanto antes, para termos qualidade de vida. Precisamos de educação integral, emprego digno, saúde e justiça social, enfim serviços públicos que hoje são analógicos precisam tornarem-se serviços públicos digitais – fazendo jus ao que é pago, ter qualidade e praticidade em todas as áreas, é o mínimo – criando uma analogia com a atualidade, diante os avanços tecnológicos e científicos, nós estamos atrasadíssimos.

A democracia nos permite poder escolher quem serão os detentores do poder político, há muito tempo enfrentamos um dilema, a escolha não se dá pelos melhores candidatos, propostas e planos de governo, mas sim pela exclusão, dos que são os menos piores.

Minha esperança é que um dia se inverta essa escolha, sempre lembrando que não podemos generalizar, existem pessoas preparadas, pessoas honestas e pessoas com condições de liderar o país, o estado, o senado, a câmara federal, as assembleias legislativas, os municípios e as câmaras de vereadores.

Por isso, o voto é a forma de acertar os ponteiros do relógio, a possibilidade de escolher deve ser levada a sério, ninguém está livre de equivocar-se na escolha, mas ter esse direito não pode ser desconsiderado.

Abster-se, anular e votar em branco, nada mais é, do que, aceitar as decisões sem reclamar e sem contestar, pois, os ‘’ ausentes ‘’ nunca tem razão.

Cito outro autor que admiro muito, que me desperta os ideais e me faz esperançar dias melhores, Eduardo Galeano, ‘’ A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que não deixe de caminhar’’.

Assim, sigo acreditando que política e a democracia participativa mudaram, mudam e vão mudar para melhor a vida das pessoas, afinal qual é o sentido da política, se não isso?

Viva a democracia, vote consciente, vote com esperança.

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