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Polis lamenta dispersão de votos na região

Ex-prefeito de Erechim ficou como segundo suplente de deputado federal do MDB, e considera que ainda pode vir a ocupar uma cadeira no Congresso caso Sartori seja reeleito

Por: Da Redação
Fotos: Natalli Teixeira
polis atm

Mais uma vez nessa eleição se repetiu uma situação comum nos últimos 20 anos no Alto Uruguai. Nenhum candidato a deputado federal conseguiu se eleger. Mesmo com uma votação muito expressiva em Erechim, e com um total de 37012 votos, o ex-prefeito de Erechim, Paulo Polis não atingiu o objetivo de conseguir uma vaga na Câmara dos Deputados.

Mesmo demonstrando certa frustração com o resultado, Polis mantém a esperança de conseguir ocupar uma vaga no Congresso Nacional, já que em uma eventual reeleição de José Sartori ao governo do Estado, acredita que Marcio Bilchi e Giovani Feldes, chefe da Casa Civil e secretário da Fazenda, devem ser mantidos no secretariado de Sartori, o que possibilitaria que assumisse a vaga na Câmara dos Deputados.

Sobre o resultado das urnas, Polis atribui a dois fatores: a grande quantidade de candidatos da região, e ao fato dos prefeitos do Alto Uruguai terem trabalhado em troca de emendas parlamentares destinadas por deputados de outras regiões. “Esqueceram o mais importante que é ter alguém que mande propostas nossas pra lá. Também faltou aos candidatos uma análise de suas possibilidades eleitorais, pois esses votos fizeram falta para que a região tivesse um representante na Câmara dos Deputados”, desabafa, destacando que com mais alguns votos teria mais garantia de ocupar uma vaga, já que seria o quinto candidato do MDB com mais votos. Segundo ele, os demais candidatos fizeram cerca de 15 mil votos, que poderiam ter contribuído para a região ter um representante. “Os partidos acabam deixando essas pessoas irem pra uma espécie de suicídio político. “Talvez perdemos a oportunidade do cavalo passando encilhado”.

Polis se mostrou decepcionado com alguns prefeitos que teriam feito campanha para candidatos de outras regiões. “Tem casos em que os hospitais dos municípios estão fazendo rifa pra tentar manter as portas abertas, e os prefeitos se comprometeram com deputados que destinaram R$ 100 mil em emendas pra cercar um campo de futebol. Só para um comparativo, um deputado tem na cota pessoal R$ 68 milhões em emendas, e desses R$ 34 milhões devem, obrigatoriamente ser investidos em Saúde. Poderíamos destinar R$ 14 milhões para o Santa Terezinha, que é um hospital regional, e o restante para os pequenos hospitais dos municípios. E ai os prefeitos trocam essa possibilidade por uma emenda de R$ 100mil”, exemplifica.

“Precisamos alguém que defenda um mandato regional, que vá lá e resolva o problema de um hospital, ou de uma escola. O Santa Terezinha tem um projeto de R$ 104 milhões, será que algum deputado de fora vai abraçar esse projeto?”, questiona. “É comum nas reuniões da Amau os prefeitos relatarem seus problemas e lamentarem que não há ninguém que defenda as questões regionais em Brasília, mas se omitem quando podem agir para termos essa representação. Depois não adianta reclamar que não temos ligações asfálticas entre os municípios. Vamos continuar sendo a única região do Estado que não tem um deputado federal”, acrescenta.

Polis também revelou que o MDB no Estado manifestou apoio ao candidato Jair Bolsonaro à Presidência. “Ele é o candidato oficial da executiva estadual do MDB”, completa.

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