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Religião

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Ressuscitar ‘os jardins’ com Maria Madalena…

Confira a mensagem de fé para esta quarta-feira

Por: Pe Maicon A. Malacarne
maicon

Interessante: Madalena no evangelho de hoje confunde Jesus do lado de fora do túmulo com um jardineiro (Jo 20,15). Reconhece que é o Mestre pelo jeito que Ele a chama. Há uma intimidade bonita entre Jesus e Madalena. Há quem desconfie dessa relação… inclusive filmes e livros ganharam fama por tal especulação. Do ponto de vista da fé é um dado praticamente irrelevante. O que é certo: Madalena e Jesus se queriam bem. Quando alguém que a gente gosta nos chama, a voz logo cai gostosa ao ouvido, respondemos com alegria. Assim foi. Ela O reconheceu pelo jeito que falou… Vale a pena dar uma “escapada” no trecho (João 20, 11-18).

Confundir com um jardineiro não é um detalhe qualquer. Talvez até não seja uma confusão. As comunidades de João estão afirmando para nós que em Jesus acontece novamente a criação divina. Ou, a criação e a Ressurreição estão intimamente ligadas assim como Jesus e Madalena. Por isso, o Mestre é o “novo” jardineiro, o novo sujeito de um jardim cheio de cheiros e cores de vida que Deus quer. Assim foi na criação: “Deus viu que tudo era bom”. Tudo era um jardim. Assim é na Ressurreição…

Em nós e no mundo há a capacidade de ressuscitar os jardins. Jardim tem a ver com harmonia, com sensibilidade, com cuidado… Um jardim bonito é feito de sincronia, de diversidade e complementaridade. Quando, por exemplo, assistimos uma criança que foi morta por maldade, tão logo, nos damos conta de que “nosso jardim” não está tão bem. A fome e a miséria são sinais de flores secas. O acúmulo e a ganância denunciam que falta ressurreição dos nossos “jardins”. Nosso “jardim” parece doente.

Há também os “jardins” internos, pessoais, que moram em nós. Sei que, às vezes, sou menos jardim e mais inço, mais erva daninha… minha inveja, meu orgulho, minha arrogância dizem da falta de “jardim” que habita em mim. Há tempos em que precisamos nos jogar ao chão para reconhecer nossa incapacidade de amar e de viver como Madalena e Jesus. É preciso jogar-se ao chão (quaresma) e “virar pó” para que novas flores (Ressurreição) cresçam em nós.

Madalena nos provoca a “ressuscitar os jardins”. Dar espaço para que eles vivam em nós e no mundo com nossa ajuda. Isso ganha impulso em Jesus Ressuscitado, o novo “jardineiro” fiel. Para nós cristãos, essa alegria pascal, é deixar-se lapidar por Ele, plantar por Ele, amar por Ele, para que vamos florescendo com Ele para sempre. Um jardim cheio de plantios e replantios até chegarmos ao jardim eterno.

 

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