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Saúde

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Santa Terezinha ainda espera receber mais de R$ 3 milhões do Estado

Valor não está contemplado no parcelamento da dívida do Governo  com saúde

Por: Cristiane Rhoden
santa terezinha

O governo do Estado começou a pagar os valores em atraso com a saúde. Nesta terça-feira, 12, os municípios receberam a primeira parcela da dívida com as prefeituras referente aos exercícios de 2014 e 2018.  Mas a Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim ainda espera o repasse de R$ 3,5 milhões. Dinheiro que está atrasado. Só que esse valor não está contemplado no parcelamento proposto pelo governo gaúcho.

Esse primeiro pagamento, no valor de R$ 14,5 milhões, quitará toda a dívida empenhada com 385 municípios entre os anos de 2014 e 2017. As 15 parcelas restantes quitarão a dívida do exercício de 2018. Herdado das gestões anteriores, o passivo chega a R$ 216 milhões e será quitado em 16 parcelas consecutivas, conforme anunciado em 20 de maio pelo governador Eduardo Leite em evento na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

A luta do Santa Terezinha

Paralelamente, o Estado vem mantendo a regularidade dos repasses a municípios e hospitais referentes ao exercício de 2019. Mas a direção do Hospital Santa Terezinha luta para receber os valores em atraso que sequer foram empenhados. Além disso, está batalhando para mudar o contrato firmado com o Governo, isso porque, segundo o diretor executivo, Hélio Bianchi, o hospital de Erechim recebe menos recursos que hospitais menores e realiza um número bem maior de procedimentos. “A direção realizou um levantamento minucioso e mapeou dados de 12 hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde e podemos constatar que somos maiores, atendemos mais municípios e recebemos menos incentivos por isso. Em razão disso estamos brigando para rever o contrato dos serviços e, consequentemente, melhorar a situação do hospital que hoje luta para manter os atendimentos e pagar funcionários e fornecedores”, explica.

Para se ter uma ideia, em 12 meses o hospital público de Sapucaia do Sul (que teria uma estrutura parecida com a do Santa Terezinha) computou sete mil internações. No mesmo período a FHST somou 12 mil. “E se formos avaliar os números em incentivos o Santa Terezinha recebe R$ 1,625 milhão. O hospital de Sapucaia do Sul ganha R$ 3,8 milhões. Queremos pelo menos nos equiparar a Sapucaia mesmo tendo mais leitos e realizando mais procedimentos. Nossa proposta é que pelos serviços prestados pelo SUS o contrato com o Governo passe de R$ 5 milhões para R$ 8 milhões. Isso seria apenas o justo”, pondera Bianchi.

A direção do Hospital Santa Terezinha, já apresentou a proposta de revisão do contrato, mas ainda espera a resposta do Governo do Estado. “Não vemos outra saída, ou se melhora os contratos, ou chegará um momento, em que os serviços deixarão de serem prestados no hospital”, garante. A FHST contempla 33 municípios da região. Por dia, mais de 1,5 mil pessoas recebem algum tipo de atendimento entre consultas, internações, exames e tratamentos.

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